Pesquisa
avançada
12781 joguetes

Nerdman Review

Bond 007 (Parte um de dois, DOIS!)

Vou rever os 14 livros originais com H do James Bond, do Ian Flaming, miogs.

Este é o James Bond que vale, não é esse bicha dos filmes atuais. O de verdade come todas as mulheres, resolve tudo na sorte e só quer saber de APROVEITAR. Senão vejamos...

001.Casino Royale - 1953

(5 de 10 polegares)

Esta primeira história do James Bond é METADE BOA e METADE RUIM, como vocês podem deduzir do número de polegares cedidos acima por mim. Bond está na França com a missão de arruinar um russo no cassino, num jogo de Bacarat. Claro que ele conta só com a SORTE pra completar a missão e também pra se safar de merdas como bombas e não tá nem aí, só quer saber de jogar, comer coisas caras, beber e comer umas mulher. O jogo de bacarat mesmo é descrito com maestria e arte, inclusive ensinando a jogar e sem se tornar enrolação anime. A merda toda é que mandam uma mulher pra ir trabalhar com ele, e aí o James Bond já não gosta: mulher só serve pra fuder e dar-lhe pé na bunda, não pra trabalhar: é tudo fraca, histérica e enchedora de saco. Assim, James tem que aturar a vadiazzzinha e vai tudo bem na parte do jogo, na perseguição de carro e tudo e rola até a cena da tortura das bola (por culpa da mulher, obviamente), só que ele não se recupera automaticamente, fica três meses no hospital temendo que sua piroca secreta não funcione mais. A treva é que a partir da metade a história já acabou e nosso amigo Ian fica dando uma enrolada afu só pro bagulho ficar com o tamanho de um livro inteiro.

002.Live and Let Die - 1954

(6 de 10 polegares)

Publicado no Brasil antigamente com o genial título "Danem-se os Outros", nesta obra James vai pros estados unidos colaborar com Felix Leiter para tentar pegar o super negão Mr.Big que está traficando ouro da Jamaica. Rola certa arte, o melhor é o Mr.Big que além de ser um negão mafioso é um agente secreto russo que quer acabar com os estados unidos e o Felix Leiter cai numa armadilha que é um poço com um tubarão assassino. Fora isso, rola os racismos típicos da época, com NEGRESAS EXÓTICAS (que obviamente James não come, que ele só quer saber de mulher branca), mas até que o James era MODERNO e sai dizendo que os negros estavam começando a produzir gênios em diversas áreas e já era hora de surgir um grande gênio do crime negro. O pior de tudo é que nosso considerado Ian Fleming escreve os diálogos em dialeto. Super artístico, mas levemento ofensivo aos gostos dos EMOs politicamente corretos de hoje.

Outra grande arte é essa capa aí acima, olha o detalhe da mulher colocando as cartas na tetas. Aliás muito boas essas capas da Penguin recentes, as inglesas são mais arte mesmo e as americanas como essa acima sempre rola uma mulher e uns desenho tosqueira estilo pulp.

003.Moonraker - 1955

(10 de 10 polegares)

Agora sim ENGRENOU. Este é perfeito. Não tem nada a ver com o filme, lógico, não tem aquelas coisa de nave espacial, rio de janeiro, padre gaúcho ninja. Acho que é a única história que se passa toda na Inglaterra. M (que essas aberrações atuais do cinema transformaram em mulher! Ian Fleming se revira na tumba) chama Bond pra ir pra um clube de rico cheio de esquema pra jogar com Sir Hugo Drax, um herói nacional que tá construindo armas pra Inglaterra, porque ele desconfia que apesar de rico pra caralho, Sir Hugo ROUBA no bridge. Por isso, Sir Hugo só pode ser na verdade um ex-nazista disfarçado de inglês que quer explodir a Inglaterra com uma bomba atômica pra se vingar da segunda guerra! E ainda rola a arte de prender o James, contar todo o plano e não matar pra dar a chance dele escapar. Muito perfeito o negócio. Não tem erro. Só o James que se dá mal, não consegue comer a mulher no fim desse.

004.Diamons are Forever - 1956

(4 de 10 polegares)

Não consigo decidir qual capa é melhor. Talvez essa com a mulher azul.

Este é bem fraco, essas história nos estados unidos são as pior, quero ACREDITAR. Só perde pro Spy Who Loved Me. O brabo é que começa com um escorpião, então achei que o James fosse enfrentar escorpiões assassinos, mas essa cena inicial é totalmente enganosa e James não encontra nenhum escorpião na aventura :(

Ele vai pegar uns gangster americano traficante de diamante que tem uns cassino muito tosco em Las Vegas, que nem se comparam com os cassino europeu e os clube estaile que James está acostumado a frequentar. O vilão ainda é de velho oeste. Rola pouca arte, Felix Leiter volta com um gancho no lugar da mão e agora como detetive particular, mas ao menos James mostra como se faz pra dominar as mulheres e enfrenta uns gangster caipira chinelo estilo Garth Ennis.

005.From Russia with Love - 1957

(8 de 10 polegares)

Apesar de uma ou outra enrolada este é praticamente só arte. Ian Fleming decidiu sacanear e ia até parar de escrever se não começasse a vender bem com esse, só que mandou ver um SUCESSO e daí pra frente foi só maestria.

No primeiro terço do livro James Bond não aparece, só os russos fazendo o plano do mal. Uns generais da SMERSH (a agencia matadora de espiões que o James vem sacaneando deus de o início) se reunem e revelam que os chefe cumunista da russia não tão gostando dos fracasso deles e portanto é melhor eles fazerem logo um GRANDE ATO DE TERRORISMO contra o mundo capitalista antes que fechem a SMERSH e matem eles. Eles decidem por bem matar o James Bond.

Aí eles reunem só personagem tora, um super soldado assassino psicótico que é tão psicopata que uma vez por mês precisam levar ele pra uma prisão russa pra ele matar prisioneiros que ele fica louco se passa muito tempo sem matar gente, um mestre enxadrista frio e calculista estilo o Kasparov pra inventar o plano, uma velhota bizarra do mal que comanda a SMERSH e uma gostosa que é pra atrair o James pra armadilha.

O plano é dizer que a gostosa é uma desertora que se apaixonou por uma foto do James e que vai ir pro ocidente levando um super aparelho descriptografador russo, contanto que o James seja o agente que vá receber ela lá na terra dos turcos, pra daí o super psicopata matar ele no Orient Express. Lógico que é uma armadilha, todo mundo sabe, até o James, mas ele não quer nem saber, vai assim mesmo sem plano nenhum, tencioando contar com a sorte pra se safar e ainda pretendendo comer a russa antes de aplicar-lhe um pé no cu, no cu.

Outra grande arte do livro é um super agente turco amigo do James que é ainda mais filho da puta que ele e nos apresenta sua filosofia de vida e mostra pro James como se deve tratar mesmo as mulheres. Eis alguns trechos da versão publicada no Brasil nos anos 60:

"— Nasci em Trebizond. — Kerim observou a fumaça do seu cigarro subir em espirais. — Éramos uma família grande, com muitas mães. Meu pai era do tipo ao qual as mulheres não podem resistir. Todas elas gostam de ser conquistadas. Sonham com um homem que as atire sobre o ombro e as leve para uma caverna, para violá-las. Era a técnica que meu pai empregava."

Mais:

"Deixei o casarão e fui viver em dois pequenos quartos, perto do cais. Queria possuir minhas mulheres, onde minha mãe não o soubesse. Tive azar. Conquistei uma gata selvagem da Bessarábia. Ganhara-a numa briga com ciganos, nas colinas atrás de Istambul. Eles me perseguiram, mas consegui colocá-la a bordo do meu barco. Para isso, precisei desacordá-la com um soco. Quando chegamos a Trebizond, ela ainda tentava matar-me, de forma que a levei para minha casa, tirei-lhe toda a roupa e acorrentei-a, despida, à perna da mesa. Quando comia, costumava jogar-lhe as sobras para baixo da mesa, como se faz a um cão. Ela devia aprender a respeitar o dono. Antes que isso acontecesse, minha mãe fez uma coisa inesperada. Visitou-me sem antes me avisar. Veio dizer-me que meu pai desejava ver-me imediatamente. Encontrou a moça. Pela primeira vez na vida, minha mãe ficou realmente zangada comigo. Zangada? Ficou possessa. Disse-me que eu era um cafajeste desumano e que se envergonhava de ter-me como filho. A jovem teria de ser devolvida aos seus, imediatamente. Minha mãe foi buscar algumas das suas próprias roupas. A moça vestiu-as, mas, quando tentaram levá-la, recusou-se a deixar-me. — Darko Kerim deu uma estrondosa gargalhada. — Uma interessante lição sobre psicologia feminina, meu caro amigo."

Genial, no mínimo. Como Ian Fleming não sabia se ia prosseguir a história, no fim do livro James morre envenenado ao enfrentar a velhota zibarra russa do mal, quando sua pistola prende no cinto na hora de sacar a arma, o que dá chance da velhota usar um veneno secreto escondido no sapato.

006.Dr. No (1958)

(10 de 10 polegares)

Opa, James Bond não morreu não, ele se salvou na ultima hora e tal e aí M decidiu mandar ele numa missão tranqüila na Jamaica pra se recuperar do veneno russo. Só que na verdade a missão é ultra hardcore quando Bond descobre que o vilão é o Dr. No, um chinês filho da puta com mãos mecânicas de aço e que tem uma super fortaleza numa ilha cheia de armadilhas de morte e que conta com um veículo lança-chamas disfarçado de dragão pra apavorar os nativos.

Bond vai pra ilha com o negão que ajudou ele no Live and Let Die e encontra uma gostosa meio retardada que anda totalmente pelada e que carrega uma faca, formando assim o trio clássico de herói, mulher e parceiro negão supersticioso que só serve pra morrer.

Isso já é promessa de arte, mas o bagulho é perfeito do início ao fim. Bond enfrenta os CHIGROES (mistura de chineses com negros, ou seja, segundo o mundo da guerra fria, a raça mais traiçoeira e fdp do mundo), uma centopéia venenosa que colocam na cama dele e um POLVO GIGANTE! Bah, que ignorância o Bond enfrentando o polvo gigante. Não se faz mais herói como antigamente.

Ah, sim, é a partir dessa história que James passa a usar a pistola Walther PPK que não engancha no cinto. Por via das dúvida ele leva um 38 junto.

007P.Goldfinger (1959)

(10 de 10 polegares)

Alguém segure o Ian Fleming, ele não consegue parar de fazer arte!

Goldfinger é um vilão gordão e filho da puta que quer VENCER todo mundo e fez um plano mirabolante para DOMINAR O MUNDO. James Bond encontra ele pela primeira vez quando um magrão reconhece ele da época do Casino Royale como um exímio jogador de cartas e leva pra ir observar um jogo de canastra em que desconfia que o Goldfinger tá de sacanagem. James decobre o esquema e impressiona o Goldfinger e se infiltra na quadrilha dele, que reune os gangsters mais tora dos Estados Unidos, incluindo a Pussy Galore, que é sapatão e não gosta de homens. James deduz que isso se deve ao fato de ela nunca ter encontrado um homem de verdade (como ele), e logo conserta a mulher dando-lhe umas comidas, ela fica normal e se converte e ajuda o James a detonar os esquema do Goldfinger, o que involve até todos moradores de uma cidade se fingirem de mortos pra enganar o vilão. Rola a descrição completa de um jogo de golfe com todos os 18 buracos, em que o Goldfinger rouba e o James rouba de volta, bomba atômica e o Oddjob, o coreano do mal expert em artes marciais que destrói paredes com as mãos e que tem o chapéu cortador de coisas, é o capanga principal. É só atroches do início ao fim, uma história imperdível.

Deixo vocês com alguns trechos da versão publicada no Brasil em 1959, em que James mostra sua filosofia e ensina por que o mundo está ficando errado:

— Quem é esta Pussy Galore do Harlém?

— É a única mulher que dirige uma quadrilha nos Estados Unidos. É uma quadrilha de mulheres. Precisarei de algumas mulheres para esta operação. Ela é de absoluta confiança. Foi trapezista.

Tinha uma equipe, que se chamava “Pussy Galore e suas Acróbatas” — Goldfinger não sorriu. — A quipe não conseguiu sucesso. Por isso, ela treinou as mulheres como ladras. Tornou-se uma quadrilha de extraordinária implacabilidade. É uma organização lésbica que agora se chama “Misturadoras de Cimento”. Mesmo as grandes quadrilhas americanas respeitam-nas. Ela é uma mulher notável.

Bond chegou à conclusão que Tilly Masterton era uma dessas moças cujos hormônios ficaram confusos. Conhecia muito bem esse tipo e achava que ele, assim como seu correspondente masculino,

era conseqüência direta da concessão do direito de voto às mulheres e da “igualdade entre os sexos”. Em resultado de cinqüenta anos de emancipação, as qualidades femininas estavam-se extinguindo ou transferindo-se para os homens. Por toda parte havia tipos duvidosos de ambos os sexos, ainda não completamente homossexuais, mas confusos, sem saber o que eram. O resultado

era um rebanho de infelizes desajustados sexuais — ocos e cheios de frustrações, as mulheres querendo dominar e os homens querendo ser mimados. Sentia pena deles, mas não tinha tempo a perder com eles.

Ian Fleming Ian Fleming

É isso aí: James sabe das coisas. Tudo começou a fuder quando deixaram as mulher votar.

leia mais Nerdman Review

Últimos jogos vistos

tu se acha o ardcór das parada?

se estiveres te sentindo um merda

Clique aqui