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Recentemente estive RELENDO pela quarta vez a série de livros da Library of America do Philip K. Dick, miogs, que é essa aqui: http://www.loa.org/volume.jsp?RequestID=311

O primeiro livro, intitulado SABIAMENTE Four Novels of the 1960s contém, como vocês podem ler perfeitamente na foto acima, caso tenham uma daquelas máquinas do Blade Runner de ampliar infinitamente imagens e enxergar atrás de outras coisas dentro de fotos, contém os ROMANCES The Man in the High Castle, The Three Stigmata of Palmer Eldritch, Do Androids Dream of Electric Sheep? e Ubik, os quais decidi por bem comentar, para não dizer ANALISAR profundamente, abaixo, no intuito de escralachocar e ampliar os horizontes de vocês, agora que o Harlan Ellison decidiu por bem que vai morrer.

1 - The Man in the High Castle

Este é considerado por MUITOS(falta citação) como o melhor romance(não tem fontes) de Philip K. Dick(vai tomar no cu), até porque os MUITOS nunca leram nada dele mesmo, só uns reviews ou umas frases em alguns sites e acreditaram no que leram. Trata-se de um dos mais BEM ACABADOS, porque, segundo os críticos, pra ser bem acabado tem que ter caracterização de personagens(fonte?) e outras besteiras do gênero.

Informa-NOS Dickaço que utilizou o I Ching pra planejar o roteiro do negócio: quando chegava num ponto DUVIDOSO e ele queria saber o que ia acontecer ou o que os PERSONÁGI(quem?) iam fazer ele abria o LIVRO DAS MUTAÇÕES(professor x?), lia aquele monte de texto prolixo e sem sentido dos chinês(fu manchu?) e prosseguia na COMPOSIÇÃO da obra se sentindo devidamente esclarecido e iluminado quanto aos detalhes outrora nebulosos da mesma.

Obfuscações a parte, a história em si é um ROMANCE daquilo que os bocós de mola decidiram chamar ALTERNATE HISTORY: ou seja, o bagulho se passa num mundo em que a Alemanha e o Japão venceram a segunda guerra. Mais precisamente, nos Estados Unidos ocupados pelos japoneses nos anos 60. Vemos a vida de alguns PERSONAGENS no país, incluindo uns japonês e tal, e o detalhe do título é que um ESCRITOR sekreto e ezcondydo faz um livro famoso que é uma versão alternativa da história alternativa onde foi a américa que ganhou a guerra. Mas ganhou e as coisas se passaram de forma diferente da nossa realidade. O escritor é meio que ISOLADO e tal e é o homem do castelo alto do título, mas na real o livro não tem nada a ver com ele(como?). Rolam algumas artes sobre honra(fonte?) amarelista, sobre percepção da REALIDADE, que é o tema preferido do Pintaço, paranóia e realidade artificial e um pouco de META-linguagem(ui). Não é o meu preferido, até porque é organizado demais, mas o pessoal(quem mesmo? falta fonte aí) gosta. Tem uma tradução decente da Aleph no país.

2 - The Three Stigmata of Palmer Eldritch

Também conhecido como o melhor livro do mundo. Reaproveita umas idéias da história curta da Perky Pat: numas colônia em Marte os humanos não tem o que fazer e utilizam uma dógra pra transmitir a consciência pra dentro de um RPG em que vivem no mundo da boneca Perky Pat. Pra isso precisam, além da dógra, dos bonecos e peças e móveis e tal. Na terra, a empresa que inventa os designs pro jogo usa precogs pra ADIVINHAR quais designs vão ser sucesso. Um desses precogs é o personagem principal desta obra-prima de puro prazer. Mas eis que volta à terra Palmer Eldritch, duma viagem em que ele encontrou uma outra dógra mais poderosa e que transfere as pessoas pra outro mundo. Só que na real no outro planeta Palmer Eldritch encontrou Deus, uma entidade do mal que quer dominar o universo. Então de repente ROLA UM MINDFUCK TOTAL e tu não tem noção, meu. Tu não tem noção da arte que é o bagulho. O negócio fica cada vez mais estranho, vai deus de viagem no tempo até coisas que fariam um boina verde choramingar. O magrão vai encontrar o Palmer Eldritch, que dógra ele em segredo, e o cara descobre que a dógra transporta pra uma realidade alternative onde a mente do Palmer Eldritch domina tudo e rola viagem no tempo e na real a mente do magrão fica alterada pra sempre e IMPREGNADA com a essência da criatura que dominou Palmerzaço. Melhor livro do universo. Sério. Não tem nem como te dizer a arte que é o negócio. Compra ali a versão da Aleph que tu é burro demais pra entender inglês.

3 - Do Androids Dream of Electric Sheep?

É o Blade Runner, apesar de não ter nada a ver com o filme, obviamente. Na real as diferenças são que existe uma religão chamada Mercerismo, que é falsa mas que tá valendo, e que é sobre empatia. Porque os andróides não tem empatia por animais e por outros humanos. Mas os humanos também não tem empatia pelos andróides. Empatia por animais é IMPORTANTE e quem não tem dinheiro pra ter um, o que seria OBSCENO, compra um animal artificial e finge que é de verdade. Rola uns momentos de esquizofrenia, como sempre: uma hora não se sabe se o animal é de verdade ou não e uma hora não se sabe se o CAÇADOR DE ANDRÓIDES é um andróide ou não: não é, era tudo uma armadilha dos andróides safados que criaram uma delegacia de polícia falsa e levaram ele preso pra lá. É um dos mais fraquinhos do Dick, apesar de ter esse momento divertido da delegacia.

4 - Ubik

Quase tão mindfuck quanto o Palmer Eldritch, só que um pouco mais facinho, então é o segundo melhor livro da história. E tem um despistamento muito engenhoso na forma de uma mulher que tem o poder de alterar a realidade. Ela pode DESFAZER eventos e dessa forma alterar o passado. Tipo, duma hora pra outra ela pode decidir que um magrão morreu no passado ou que ela é casada com outro há 15 anos e a partir desse ponto isso vira realidade, apesar de não ser realidade no passado mesmo. Ela meio que bifurca o tempo e tal e altera a percepção de todo mundo. Mas ela é só secundária. A história é muito mais tora que isso.

Uns magrões trabalham numa companhia de anti-telepatas. As pessoas precisam contratar eles pra bloquear os poderes dos telepatas e dos precogs se quiserem guardar suas privacidades ou segredos industriais: um anti-telepata, quando está perto de alguém com poderes psíquicos, anula os poderes dele. Então eles ASSEMBLAM um time pra uma missão na lua quando uma bomba explode e mata o dono da empresa, o Runciter. Então, antes que o cérebro dele pare de funcionar, eles põe ele em half-life, que é um tipo de estado de animação suspensa em que o corpo é congelado e o cérebro funciona no mínimo e pode ser trazido de volta a vida por curtos períodos pra se comunicar com os vivos e tal, mas cada vez que isso acontece o cérebro se deteriora um pouco e se aproxima da morte de verdade. Obviamente que é preciso ser colocado em half-life rápido, antes que isso aconteça, senão nem rola. A própria mulher do Runciter já estava em half-life há um baita tempo, ajudando ele a dirigir a empresa com conselhos quando ele precisava. Só que tem um outro magrão em half-life que parece que consegue invadir a mente dos outros congelados e criar um mundo pra eles habitarem. E se alimentar do cérebro deles. Só que DE REPENTE não foi o Runciter que morreu e tá em half-life, mas foram todos os outros personagens e eles é que tão congelados. Ou não. Ou todo mundo morreu junto. Tudo vai mudando o tempo todo sem parar nunca e o mindfuck é artístico e genial e coerente pra caralho. Livro admirável. Recomendo para os amigos. É o nível INTERMEDIÁRIO. O avançado é o Palmer Eldritch.

DESTACA-SE o fato do herói não ter dinheiro nem pra pagar a porta da casa dele pra se abrir, que é tudo com imposto.

O segundo VOLUME da library of america, como vocês podem conferir acima utilizando os métodos descritos anteriormente, contém não quatro, QUATRO, mas cinco romances: Martian Time-Slip, Dr. Bloodmoney, Now Wait for Last Year, Flow My Tears, the Policeman Said e A Scanner Darkly, e entitula-se APROPRIADAMENTE e delicadamente Five Novels of the 1960s and 70s, além de ter Dickaço gordinho e meio careca sentado no jardim acariciando o flow my tears. O anterior tinha ele NOVAÇO acariciando um gatinho. No terceiro volume ele está acariciando o PINTO, acho, que não aparece as mãos.

1 - Martian Time-Slip

O pessoal(quem? Citação. Losers.) não gosta muito desse, que é sobre pessoas numa colônia marciana, um líder de sindicato fodanchão que quer dominar tudo e um técnico meio esquizofrênico louco de medo de ficar totalmente esquizofrênico a qualquer momento, se é que vocês me entendem. E tem os marcianos que sobreviveram, que são tratados feito mendigos, jogados nos desertos. E tem esse guri totalmente esquizofrênico cuja mente viaja no tempo, aparentemente. Mistura SOBERBA pra caralho de romance normal com ficção especulativa e bizarrices e os dois (natureza da realidade, esquizofrenia) dos três temas preferidos do Dickaço (DOGRAS) antes dele se voltar pra religião. Rola altas previsão do futuro e tentativa de alterar o mesmo, só que não desse jeito que escrevi, e o negócio tem mais idéias por página que os quadrinho do Grant Morrison. Isto é o contrário da hedionda DESCOMPACTAÇÃO que domina os quadrinhos e histórias modernos. A mente TURBINADA pelas dógra do Pinto produzia livro atrás de livro socando idéia sem parar e não queria nem saber. Denso, miogs. Essa primeira fase da carreira do Dick, dividida naturalmente pelos especialistas que eu inventei agora em ANTES DE TER O CÉREBRO DERRETIDO PELAS DÓGRAS, era DENSA. Denso = um monte de idéia junta. Ok? Te liga. Sei lá, estou me comunicando com praticamente analfabetos funcionais aqui, não é? Sei lá. É a AMOSTRAGEM que tenho tirado pelo nível de mails e perguntas que os fãs mandam pro meu formspring localizado em www.formspring.me/baudejogos (sim, copiem e colem, o corongo não sabe parsear urls) e pro mail do baú de jogos, o site principal em termos de arte e fodancha, humor e desinformação do BRASIL. Me esqueci do que estava falando. Porque me foi prescrito ERRONEAMENTE um inibidor da recaptação da serotonina e tive uma virada maníaca e não consigo parar. Estou vendo dois filmes pornôs (telefone vermelho e taboo 2, american style) e um de guerra (where eagles dare, um dos melhores filmes de INFILTRAÇÃO do mundo: clint eastwood se alia a um grupo de comandos britânicos pra invadir um castelo nazista nos alpes durante a guerra para resgatar um general que na verdade é o cabo mais velho do mundo), batendo bronha, jogando red dead redemption (tentando caçar cervos perto de armadillo pra obter um TROFÉU na PSN mas ao mesmo tempo quero ir pro jogo de poker), comendo frango xadrez, correndo numa esteira e comprando facas militares on-line ao mesmo tempo em que escrevo isto. Disseram até que eu podia processar o pessiquiatra por causa disso, se bem que ele não é pessiquiatra de verdade, que nem a moça com imc maior que 25 e o professor universitário que trabalha numa universidade do nordeste que tem a onomatopéia que lembra onanismo na sigla fez com o nosso considerado bk. Aliás, vou falar do livro do BK depois. Vamos em frente. Não, não processei, processar é coisa de broxa, a gente resolve as parada no diálogo. Mesmo que, segundo pesquisas (fonte? aqui:Practice guideline for the treatment of patients with bipolar disorder. American Psychiatric Association. Am J Psychiatry 1994; 151:1.) a virada maníaca pode ter danificado permamentemente o meu cérebro. É, estou escrevendo tudo isso para ilustar aquilo que chamo a personalidade mocinha estudante de jornalismo/cinema/humanas que gosta de exibir os peitos e falar de anti-depressivo no bloguinho. Aqui os peitos, ó: (.)(.) Vamos lá.

2-Dr. Bloodmoney, or How We Got Along After the Bomb

É, algum editor malandrão deu uma sugerida no título. No terceiro capítulo tem umas explosão nuclear e acaba o mundo, aqueles negócio, e vemos o que acontece depois com algumas pessoas. Os personagens principais já são a arte. Olha as idéia: um deles é um portador de focomelia que anda usando uma cadeira de rodas tora, outro é o cientista que explodiu a bomba e outro é o gêmeo simbionte que vive dentro da barriga da irmã e que consegue se comunicar telepaticamente com ela mas que acham que é um amigo imaginário, e tem o astronauta que ficou preso em órbita da terra e agora não tem tecnologia pra trazer ele de volta, e rola o negão que constroi ratoeiras inteligentes pra pegar os super ratos inteligentes. Fora essa arte toda, Pintaço ainda tem as manha de mandar ver na história aquelas bichice de au au au social e comentário que os críticos bichas ahcam que é o que faz literatura de verdade. Vou te contar. Mas é legal o negócio.

3 - Now Wait for Last Year

A terra se aliou aos alienígenas errados numa guerra entre duas raças e tá se fodendo e uma dessas raças inventou uma droga pra viciar bem e sacanear a outra, ou pra sacanear os próprios aliados se eles tiverem querendo se revoltar. Só que a droga faz pular no tempo pra realidades alternativas, além de viciar pra caralho. Entre outras artes. Começa devagar, mas é uma leitura ABSORVENTE, que nem as histórias do mestre Emir Ribeiro. Não, tô de sacanagem. Dickaço é sempre arte. Worth. Principalmente a parte em que o magrão tem que enfrentar o táxi computadorizado.

4 - Flow my Tears, the Policeman Said

Neste clássico da patifaria universal, um magrão famoso pra caralho, cantor e apresentador de televisão e humano geneticamente modificado pra ser SUPERIOR estilo nexus-6 ou algo assim, de uma hora pra outra, após ser atacado por uma planta radioativa alienígena do mal, acorda e ninguém mais conhece ele. Perdeu o programa, os amigos não sabem quem ele é e não tem nenhum documento, o que é tora, porque nesse mundo tem polícia a cada esquina pra ver os documento e, se o cara não tiver, se fode e vai preso pra sempre na cela do nego ferro. Destaque pro PEDÓFILO e pra irmã maluca do policial. Ou seja: idêntico ao Columbia das casas de fliperama. Mas mais tipo o Galax.

5 - A Scanner Darkly

NOVOS níveis de maturidade na obra do Dickaço, segundo os críticos boiolas que comparam essa fase dele com aquele brega do Vonnegut. Só porque ele faz umas frases meio irônicas e amarguradas no meio da história. Então é igual ao brega Vonnegut, já dizem os críticos. Não é. É bem melhor. Sério, Vonnegut sux cox hardcore style.

Polícial está disfarçado de drogado, infiltrado pra espionar. Durante o disfarce ele tem que comprar e se dograr, é claro, pra encontrar os níveis mais altos da rede de tráfico. Na hora de se reportar aos outros policiais, ele tem que usar disfarce de voz e identidade, pro caso de ter algum traficante infiltrado na policia. Então a policia não sabem quem é ele realmente no grupo dos dogrados e ele acaba tendo que espionar a si mesmo. A droga acaba causando dissociação, entre outras artes, e a paranóia e o negócio evolui numa escalada belissimamente descrita, de tal modo que no fim nem o policial sabe mais quem ele mesmo é e cada personalidade se refere a outra como alguém diferente. E isso é o de menos. Genial pra caralho, belos diálogos de dogrado, especialmente a história da bicicleta e o amigo filho da puta que tá tentando matar todo mundo, a única tragédia do livro é a simpatia com que Dickaço descreve os hippie dogrado, QUIÇÁ por ele próprio ser um hippie dogrado. Mas é arte. Chorei no final. Não tanto quanto no fim do Crepúsculo, mas a Bella é foda, né? Aliás, aqui tem um review do Crepusculo melhor que esses meus do baú: http://assuntosobrelivros.blogspot.com/2010/10/resenhacrepusculo-lua-nova-eclipse-e.html

Envergonho-me de ainda não ter lido o ultimo episódio da saga, aliás. Sabe como é, tava lendo a cabana ou algo assim. NOT! Tava lendo Uma Cama Na Janela. É sobre uma enfermeira que paga boquete pra um guri aleijado com paralisia cerebral porque se apaixona por ele. NOT! Pior que li sim. Sério. Eu leio cada coisa. Acho que vou me matar aqui. Li a Cabana também. Pô, o Lorde Lobo recomendou. É sobre um cara que encontra deus numa cabana e deus é uma negona gorda e jesus é todo malandrão. Bah, vergonhoso pra caralho o quanto esses livrinho são meio que pro leitor abobado se sentir bem e auto ajudado. Nesse do paraplegico mesmo TODOS PERSONAGENS são como se fossem psiquiatras treinados e tem insights poderosos sobre os probelams de todos outros em questão de segundos. Vai ver é porque o autor é psiquiatra. Se ao menos Mil Nomes não tivesse tanto erro de português... Não, sério, melhor eu virar JANEITA de novo ou vou me matar. Tem um POSTER da Jane Austen aqui na parede. Em cima do monitor. horror o que fizeram com ela, heim? Essa história de botar zumbi em tudo. Ainda tem panaca que compra. E a versão brasileira com o Machado de Assis? Não tem jeito mesmo. Pra parodiar pelo menos tinha que se conhecer o que se está parodiando, me diz o Sir Ian.

Uma ultima vez utilizemos o ampliador de imagens, mas, POR DEUS, não vamos ver o que se esconde na parte inferior da foto com o mudador de angulo de visão, e constatemos que o terceiro VOLUME da library of america contém A Maze of Death, VALIS, The Divine Invasion e The Transmigration of Timothy Archer, e é intitulado, IRONICAMENTE, Valis and Later Novels. Os três ultimos são a FASE religiosa do Pintoso. Os boiolas (citação?) dizem que Maze of Death está DESLOCADO aí. Deviam ter colocado Radio Free, dizem. Rematada burrice. Ia deixar o livro CHATO PRA CARALHO, que na fase religiosa Dick tem uma tendência ao resmungo, e Maze of Death rola o tema religião.

1 - A Maze of Death

Como sempre, o cenário já é o escralachoque. Dick tinha umas baita idéia: neste universo descobriram que Deus existe mesmo e habita um planeta. Tem alguns pontos e planetas sobre os quais ele tem mais influência, são os god worlds. E rola o avatar dele, que anda por alguns lugares e tal fazendo intercessões. Se tu quer que ele atenda tuas preces e tás longe de um god planet tens que enviar a prece por rádio, é claro. Quando mais poderoso o rádio, melhor. Eis que isso é só cenário mesmo, a arte é muito maior. Um grupo de pessoas está presa numa colônia espacial recem estabelecida, são os fundadores da colônia, mas alguma coisa os está matando, ELIMINANDO, um a um. E eles estão presos ali e sem comunicação. Sabotagem. Patifaria! É uma experiência do governo? Alienígenas? DEMONHOS? Maluquice? No final era tudo uma pegadinha do Mallandro. E o pior: isso também era pegadinha, rola DUPLA PEGADINHA DO Mallandro, Dick out-pega o Mallandro. Destaque pra estranha construção que muda de acordo com a percepção de cada um. Pra um dos magrões, por exemplo, nada mais natural, se trata de um lugar onde as mulheres vão pra fazer sexo com animais, para a verdadeira diversão dos caipiras mutantes. Sério, o bagulho é artístico e refinado.

2 - VALIS

Auuuuuu, a obra-prima de Philip K. Dick, gente boa. Nem é. Mas assim, só duas coisas: 1 - um dia Dick teve um ataque de esquizofrenia depois de arrancar um dente e decidiu que na verdade o mundo não existe e que estamos na real vivendo na época do império romano e estão caçando os cristãos. O resto tudo é ilusão projetada por uma entidade doente que criou o universo. Um outro deus verdadeiro, através de um raio laser rosa, que revelou essa verdade pro Dick. Ele decidiu por bem escrever essa verdade num diário de mais de mil páginas em que passou trabalhando o resto da vida. 2 - a capa tem Jesus pregado numa cruz foguete. Nas imortais palavras de Stan Lee...

3 - The Divine Invasion

Magrão numa colônia espacial começa a sofrer incomodação porque uma divindade local que existe na montanha onde ele vive está causando interferência em seus equipamentos. Só que na realidade isso tudo tá acontecendo em animação supensa. Mas então não tá e na real essa divindade é Jeová! E quer que ele sirva de marido pra mulher que vai engravidar do filho de deus. Que é o próprio deus. Só que deus não pode voltar pra terra, o ADVERSÁRIO criou um campo de força ao redor do planeta e está dominando tudo, a religião e a política. Assim deus vai entrar escondido na mulher grávida. Que, é claro, vai morrer pela causa. Então deus nasce na terra e tem que recuperar a memória que ele próprio apagou pra não ser reconhecido. fistfuck mental de primeira, bem superior ao Valis. Pinto pegou a idéia e transformou num livro meio que de verdade, em vez de rambling.

Muito interessante comparar com o Cosmic Puppets, romance do início da carreira dele que tem quase que exatamente o mesmo tema: duas crianças que se enfrentam e que são encarnações de divindades opostas. Só que o antigo é AMADORISTICO, enquanto este a coisa se desenvolve já com maestria, fora umas esquizofreniadas básicas.

4 - The Transmigration of Timothy Archer

Ultimo livro concluido antes dele morrer, baseado na vida de um amigo bispo episcopal, às vezes rola umas comparação com o bosta do Vonnegut por causa de umas frases meio amarguradas. Não é. É melhor. Rola certo rambling, também. Mas é isso, então. Ficamos por aqui.

E o livro do BK?

Agora estou com preguiça, outra hora eu falo.

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