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Zool (master)

Silent Hill 4 - The Room

  • um dos melhores monstros apontando pra ti, magrão

  • a porta da THE ROOM(tm) trancada

  • dando um picaretaço num fanstama RINGU. PICARETAS!

  • caixa chumbrega e decadente

  • OLHA A LATA DE MACONHEIRO DESSE FILHO DA PUTA

O pior jogo da série, pelo menos enquanto ainda não fizeram o 5.


Depois de experimentar o 3, eu esperava que os AMIGÕES DA KONAMI se redimissem, mas não adiantou nada. Resolveram seguir de novo a formula. Tem uma ou duas inovações, mas mais problemas e sacanagens do que inovações.


A história, como é de costume, pra seguir a formula, deve partir de um ponto interessante. É assim: Henricão acorda um dia e descobre que está aprisionado em seu apartamento. A porta está acorrentada e as janelas presas, e apesar dele poder ver através delas e do olho mágico, ninguém do lado de fora consegue escutá-lo. Após alguns dias de prisão, surge um BURACO no banheiro. Como não tem outra saída, ele decide ver onde vai dar o tal buraco. Claro que o jogo devia se chamar Silent Hill 4 - O Boco. Mas até aí TUDO BEM, magrão. O problema mesmo é que os produtores acharam que a parte intrigante da história podia parar no ponto de partida. O resto tudo é enrolação com um ou dois detalhes pra tentar encaixar tudo na mitologia de Silent Hill, com direito até a forçar e reescrever o passado pra incluir o Walter Sullivan citado no Silent Hill 2. E o pior de tudo é que os puzzles e a sequencia dos eventos são mal planejados, colocados onde estão descaradamente apenas como mecanismos para te fazer ficar dando voltas pelo cenário atrás de objetos sem sentido, coisa que não é mais usada desde os primeiros adventures CGA da Sierra. Como exemplo cito talvez o mais clássico puzzle-forçado de todos os tempos: chega uma hora que tem um magrão aleatório que te diz sem mais nem menos que tá com muita sede e adora chocolate, e que tem um objeto muito interessante. Aí tu tem que ir até o outro lado do mundo buscar chocolate pra ele te dar uma pá que convenientemente vai servir para cavar um outro objeto com o qual o personagem não tem nada a ver. Este tipo de puzzle amador e sem sentido se repete a exaustão. Extremamente mal planejado e enganador. Me sinto traído, mioguios. E o cumulo do amadorismo vem na forma como a maior parte da historia é contada: tu vai achando cartas e diarios de um magrao que desvendou toda a história antes de ti. Chato pra caralho. Nem pra fazer demos mais eles se prestam. Assim até o resident evil 1.

Deixa eu te dar a barbada de mais algumas forçações que nem o mais amador dos fazedores de jogos caseiros admitiria: uma hora tu precisa usar um CORDÃO UMBILICAL de um cara que nasceu há uns 30 anos. Como achar o cordão? Óbvio. O ZELADOR DO PRÉDIO em que o cara nasceu teve um PRESSENTIMENTO de que um dia, daqui a 30 anos, o, puta que pariu, o CORDÃO UMBILICAL do cara poderia ser util, e resolveu guardar o mesmo numa CAIXINHA. É MOLE? GOSTA DE SENTAR NA GRAXA, ESPARTANO?


Por falar em demos, a apresentação é identica ao AVI que lançaram um pouco antes do jogo, com cenas do próprio, sem nada de novo. Até nisso não se esforçaram. Parece que planejaram e fizeram apenas as inovações do modo de primeira pessoa e o resto se apressaram pra terminar duma vez e ganhar um dinheiro sem ter trabalho.


Este modo de primeira pessoa, que aparece sempre que tu tá no apartamento, a principio parece interessante. Tu pode ver as coisas acontecendo pela janela, pelo olho mágico na porta e também pelo BURACO DE TARADO na parede que dá na casa da vizinha, que é algo tipico na vida de todo oriental comum que gosta de espiar mulher se vestindo. Na primeira meia hora é legal, mas esse cenário é restrito a quatro salas e não tem muita coisa acontecendo do lado de fora, e logo tudo fica muito enjoado e tu acaba voltando ao apartamento só pra salvar o jogo. O que é outra forma bastante amadora de fodanchar a jogabilidade e punhetear: pra te forçar a voltar ao quarto e ao modo de primeira pessoa, lá é o único lugar onde tu pode salvar, e o teu inventário é limitado, te obrigando a descarregar itens no quarto pra pegar de volta quando forem necessários, mesmo que pra isso tenhas que percorrer grandes distâncias. Outros elementos que certamente pareceram brilhantes a esses AMADORES que nunca jogaram um adventure de texto nos anos 80 é forçar o cara a usar itens no apartamento por nada só pra dar mais voltinha: opa, encontrei uma mensagem ESCRITA NUMA CAMISA, MAS TÁ MUITO SUJA. O apartamento tem uma torneira! ENCONTREI UMA TOCHA! Então deixa eu te ATOCHAR: no apartamento tem oleo pra acender ela, é só voltar até lá pela milésima vez!


Fraco.


FRACO e amador.


Amador e FRACO e amador mesmo.


Outra SUPER INOVAÇÃO NUNCA DANTES VISTA: pra carregar a entergia tem que... voltar pro APARTAMENTO!!!!!!!!!!!!!!!!1! pra ficar descansando lá dentro.


Tá. Chega de encher o saco com esse modo punheta de primeira pessoa e de ficar dando voltas. O modo de terceira pessoa, que é igual aos jogos anteriores, acontece sempre que tu sai do apartamento por um dos buracos e vai parar num dos mundos psicóticos. Eis que nesse modo contamos com essas NOVIDADES ABSOLUTAS QUE EXIGIRAM ANOS DE APERFEIÇOAMENTO E MILHÕES DE DÓLARES EM PLANEJAMENTO CAPAZES DE FAZER EMPALIDECER OS PROJETISTAS DA SÉRIE FIFA SOCCER: tu pode CARREGAR a força da porrada que vai dar, basta ficar segurando o botão até encher uma barrinha de força!!!!!!!11111!1!2!!! E em vez do movimento de bloqueio, agora temos a ESQUIVA! E DEU MAGRÃO! Acabou as novidades! O resto é tudo igual e a camera é tão horrenda ou pior que a da parte 3, fodendo as cartas até o fim. Pra que se esforçar mais?


Os gráficos são um pouco piores que os do 3 e o cenário é repetitivo e não surpreende mais, além de que o numero de detalhes e referencias foi extremamente reduzido. Não tem nada que não se tenha visto PIOR (nbséc) nos outros jogos. Temos de novo um metrô, uma prisão outra vez, mais um edificio e um hospital de sempre e era isso. Nem pela rua tu anda mais. A única novidade é uma fase brevissima numa floresta. Claro que isso faria o jogo muito menor que os outros e para resolver esse problema, mais uma vez, nossos ESPERTOS konamistas que não queriam ter muito trabalho usaram o mais batido dos EXPEDIENTES dos anos 80: tens que passar duas vezes por cada mundo! E o que é pior, dessa vez não se nota quase nenhuma alteração pelas passagens, não tem NADA do lado negro dominar o cenário, é exatamente a mesma coisa. Safadeza pura. Sem-vergonhice. Malandragem. Desgraça. Maldição. Gato preto. Coisa de moleque. Filhos da puta.


As músicas:

São muito legais, eu ouvi o CD COM A TRILHA SONORA. Só que elas não estão no jogo. É. Sério. O cara perdeu um baita tempo fazendo as músicas e esqueceu de botar no jogo. Só socou uma ou duas sem muito planejamento na apresentação e no final e deu. Até nos demos eles relaxaram dessa vez, com muito personagem parado falando sem grandes animações. Nunca antes nesta série foi tão notável a pressa pra acabar o joguinho e ganhar logo uns MILHÕES DE DÓLARES.


Controles:

Sofríveis. Infernais. Canibais. Vegetais. E tudo mais que aquele débil mental do MBB FORUM costuma dizer.


replay value (Auuuuuu):

Pra que jogar de novo isso? Dessa vez não muda nada, só aparece uma serra elétrica a mais (que por sua vez já aparecia nos anteriores). Nem os finais se salvam, tudo feito nas coxas e sem esforço.

Parece que AKIRA YAMAOKA decidiu transmitir a sensação de FALTA DE VONTADE neste novo INSTALAMENTO da série. No inicio do planejamento do joguete ele deve ter se SENTADO em sua poltrona reclinável, pego seu NOTEPAD e escrito FALTA DE VONTADE, pra em seguida ficar contemplando a frase e tentando encontrar novos meios de eXpandir o significado. Garanto que os filhos da puta passaram metade do tempo de produção gastando dinheiro em COMER MULHERES e nos ultimos dias soltaram um joguinho meia boca, porque a essa altura a série já é consagrada e qualquer esforço extra não vai produzir aumento no nível de vendas. Pra que se preocupar? Acabou virando aquela DEGENERAÇÃO e DECADÊNCIA que vemos com as demais séries da konami: castlevania, contra, etc. que só sabem reaproveitar engine e seguir formula. Muito em breve os jogos estarão se fazendo sozinhos, por editores controlador por inteligência artificial que criará um ou outro elemento aleatório para largar no meio de uma formula. Tá pior que os RPGs de super nes.


Os inimigos:

Repetem a mesma merda de sempre: cachorros pela milésima vez, enfermeiras, puta que os pariu, chega de enfermeiras, e morceguinhos. Que imaginação ASSOMBROSA, heim? HEIM? Que tal acrescentar uns minhocos?

A única novidade são os fantasmas! Eles vão REDEFINIR o gênero com essa inclusão! Os fantasmas podem atravessar o cenário e apenas por ficar perto deles tu és afetado por uma AURA DE MALDADE que faz tua energia diminuir. Claro que tu podes dar cacete neles, mas isso só vai derrubá-los e eles logo estarão te perseguindo de novo. Para detê-los permanentemente deves EMPALÁ-LOS com uma espada especial muito mal desenhada e encontrada aleatoriamente no cenário. Como não poderia deixar de ser, pra ganhar PRESTIGIO com os OTAKUs, os fantasmas são visualmente inspirados nos dos filmes O CHAMADO e O GRITO, com incrusive um monte de cabelo na frente da cara e aquele ruído erótico de dentes batendo dos fantasmas do GRITO. Arte pura, heim? HEIM? Vão se fuder. Vão tomar no cu. Palhaços. bananas. bananas.


As armas:

Além das MESMAS ARMAS DE SEMPRE (pistola, cano e taco), resolveram APELAR DE VEZ. Agora podes usar TACOS DE GOLFE espalhados aleatoriamente pelo cenário, que dão uma porrada mais forte mas quebram em seguida e ficam ATOLANDO o teu inventário, tendo que ser liberados no apartamento, porque não podes soltar objetos, nem os inúteis, em qualquer lugar que não seja o apartamento, por questões de FODANCHABILIDADE. Não me perguntem o que tacos de golfe tem a ver com a história, mas os filhos da puta decidiram que seria legal incluir 30 tacos de golfe diferentes, com seus respectivos nomes em cenários totalmente aleatórios, como hospitais e metrôs. Maconheiros de merda.


A inteligência artificial dos inimigos:

Não tem. Pula ali pra próxima linha.


Pra complicar um pouco mais, durante a segunda parte do jogo tu tem que conduzir outro personagem através do cenário, protegendo ele. Claro que este personagem consegue ser mais mongo que qualquer coisa que já tenhas visto e vai se ENTREGAR de propósito pros monstros e ficar te atrapalhando o caminho só pra fuder as cartas.


Não tem cabimento um negócio desses. TOMATE CRU é vitamina, como tu e as tuas primas. Vai levar um polegar e meio para baixo. Só porque eu sou . Atingiu o fundo aí. Nem testaram o joguinho.