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F.E.A.R. (First Encounter Assault Recon)

  • Windows
  • 2005
  • DVD
  • 1
  • 3D
  • Debaixo da firula, os gráficos são simples.

  • Sim, é o robô do Metroid.

  • Sim, é o Metal Gear.

  • Inimigos com máscara para não modelar o rosto

  • arma secreta: o flato explosivo

Em alguns jogos, é visível que a equipe de produção não é homogênea. O fenômeno mais comum é ver jogos onde a produção artística é muito superior à programação, resultando em gráficos belíssimos e jogabilidade hedionda, isso quando o jogo não tem bugs. Em casos mais raros, como em F.E.A.R., a arte é muito inferior à programação.


Na verdade, F.E.A.R. me lembra o começo da Image nos quadrinhos. Essa foi a época onde os gibis passaram a ser pintados por computador. A qualidade visual deu saltos, isso foi inegável. Porém, qualquer um que soubesse usar Photoshop já se achava artista, e saía abusando de filtros e efeitos. É claro, isso ficava pior ainda se o artista original já não fosse grande coisa, então víamos quadrinhos com blur, flare, um monte de gradientes, e por baixo, arte do Rob Liefeld.


F.E.A.R. é assim. Os programadores são bons, então as cenas parecem inicialmente deleites visuais. Você verá faíscas, destroços voando, chamas realistas, texturas com parallax. Mas, prestando atenção nos modelos que estão debaixo dos efeitos, você perceberá cenários simples e repetitivos, cheios de caixas, barris, e outros objetos de modelamento simples.


Fica a impressão que foi tudo modelado em cima do prazo, ou que a equipe era muito pequena. Nem mesmo os inimigos se salvam. O jogo todo tem um total de pouco mais de seis inimigos. Soldado light, soldado médio, soldado elite, policial, boss 1, boss 2. É claro que os soldados usam máscara, que é pra não ter que modelar o rosto. E nem mesmo os chefes são criativos, boss 1 é o robô do Metroid, boss 2 é o Metal Gear, e só.


Mas, se você conseguir passar por cima dos gráficos, até que o jogo é divertido. Como eu disse, os programadores são bons, então o que falta em visual compensa na jogabilidade. Na verdade, F.E.A.R. tem a melhor AI que eu já vi em fps. Os inimigos tem comportamento de matilha, se você bobear e deixar eles descobrirem onde está, prepare-se para ser cercado, sem chance de fugir. E se você conseguir fugir, e se esconder num canto, os inimigos são espertos o suficiente pra atirar umas granadas nos cantos do cenário.


Outro ponto positivo é a história do jogo. Quem jogou Doom 3 no PC sabe que ele tem uma fase inteira, no começo, só contando a história do jogo. O que é um saco, é claro. Em F.E.A.R., você começa na ação, e pode jogar até final sem um pingo de história pra distrair, se assim quiser. Por outro lado, se você realmente estiver interessado na historinha, pode coletar os notebooks espalhados pelas fases, e ouvir os podcasts que contam a trama. Eu, é claro, metia bala nos notebooks, pra ver o efeito das faíscas. Depois eu fui no gamefaqs pra ler a historinha, que, por sinal, é um rip-off do Akira. Mas a criançada de hoje em dia não deve conhecer o Akira, então tá valendo.


Na média, o jogo acaba valendo a pena. Não é um Half-Life 2, mas é certamente melhor que Doom 3 ou Quake 4.