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12791 joguetes
  • Windows
  • 2006
  • 3 CDs
  • Volition
  • THQ
  • 1
  • 3D
  • punisher frita um criminoso na lha riker, após fugir de sua cela e se armar

  • usando o lança chamas

  • "Nãum, na cara nãum" diz o mafioso

  • jogando o bandido no serrote

  • reabilitando um dogrado com a janela na cabeça dele

  • metendo a cara do mafioso no fogo

  • fechando caixao na cabeça de outro

  • camuflagem de guerra

  • os gráficos são FIEIS aos quadrinhos

  • salvando refem

  • agora a situação se inverte. sim, esqueci de mencionar que nesse jogo FRANK mete o pau na YAKUZA

  • piranhas. como qualquer um PERCEBE esse screenshot com baixa qualidade gráfica foi tirado do x-boxta.

  • the PUNIXER

  • pronto para dar o tiro no cu do bandido

Como todos os jogos atuais, este é cheio dos bugzinhos e bobagens irritantes e podia ter sido mais bem feito se tivessem testado um pouco mais. Mas claro que isso não ia mudar em nada as vendas, portanto, do ponto de vista de VENDER O JOGO, é desnecessário. Outro problema técnico são os controles, o padrão vem com um monte de teclas diferentes em posições esdruxulas. Depois que tu redefine, a jogabilidade fica DECENTE e deixa de comprometer.

Ignorando os tais defeitos comuns a todos os jogos recentes, esse videogame do Justiceiro é bem divertido. O estilo de jogo é similar ao do Max Payne, usando inclusive o mesmo engine Asshole Physics. O Justiceiro anda pelas ruas, bocas de fumo, desmanches, bares de mafiosos e outros cenários bastante variados e aveadados, arrebentando criminosos.

Mas o legal é a quantidade de maneiras com que podes matar os outros. O jogo é extremamente violento e as mortes são cheias de humor negro como nos quadrinhos do Garth Pennis: o Justiceiro enfia a faca na vertical no meio do crânio de um mafioso, os outros que tão por perto já se apavoram e largam as armas, aí ele joga a espingarda pra outro segurar enquanto tira o revolver da cintura e estoura a testa de mais um, e depois enfia a granada na boca de outro que sai correndo e explode perto dos seus companheiros, entre centenas de outras patifarias e fatalities, tudo isso bem integrado com a jogabilidade. Tu vai matando e fazendo sacanagens todais e quanto mais beleza fizeres, mais pontos por ESTILO consegues.

Além dos muitos modos de detonar mafiosos (inclusive algumas mortes utilizando o cenário, como ganchos, poços e buracos), também podes segurar um oponente e usar de escudo humano. Os outros vão ficar com medo de atirar, e dependendo da filha da putice deles, vão atirar mesmo e dizer pro parceiro "Foi mal aí" ou "Eu não vi ele". Também podes arremessar teu escudo humano por portas fechadas para atrair os tiros dos outros.

Outra coisa que podes fazer é interrogar os caras que pegas, sempre de pelo menos quatro modos diferentes: encostando revolver na testa, batendo com a cabeça do cara no chão, enforcando ou dando socos, e os cenários sempre tem diversos itens Garth Pennianos pra tu interrogar melhor os mafiosos: lagos com piranhas e enguias no zoologico, esmagadores e furadeiras no desmanche, meter a cara do bandido dentro da gaiola do rinoceronte, pendurar o cara na beira do edificio e sacudir fazendo as moedas cairem dos bolsos dele, entre centenas de outros. Até estranhei a Marvel ter permitido um jogo tão violento com um de seus personagens e a violência parecerá muito exagerada demais da conta para quem não conhece o Garth Ennis.

O jogo é longo, os inimigos são variados e cheios de diálogos e reações engraçadas, e existem vários modos de desafio extra para cumprires e ganhares itens de colecionador, como as capas das revistas originais do Justiceiro, numa tentativa besta pra caralho de replay value (auuu).

As armas que podes usar também são ignorantes, desde a espingarda e as pistolas clássicas do Justiceiro (podes usar duas ao mesmo tempo de practicamente todas armas, usando um botão para atirar com cada uma) até bazucas e lança-chamas, e o Justiceiro vai mudando de UNIFORME de acordo com o cenário, com o SOBRETUDO FODANCHÃO nas fases da cidade e CAMUFLAGEM COM CAVEIRÃO na floresta, uma fase bem legal e que diferencia bastante este do Max Payne.

A história segue aquela dos quadrinhos do Garth Ennis: o Justiceiro voltou para cidade e quer MATAR TODOS OS MAFIOSOS, arrumando briga com a Mamãe Gnucci. Claro que PEDIRAM pra fazer um jogo baseado naquele recente filme chinelo do Justiceiro que periga ser pior que aquele com o Dolph Lundgren, então o Garth Ennis usou a mesma saída que nas revistas para fugir das besteiras e histórias ruins dos outros escritores, como aquela saga em que o Justiceiro morria e virava um anjo: fazer um resuminho de duas linhas da história anterior e ignorar ela completamente daí pra frente. Pra satisfazer os produtores, ele DISSE que o Retalho, um dos tradicionais inimigos do Justiceiro que teve a cara toda cortada ao ser arremessado por uma janela, neste jogo é o personagem do John Travolta no filme, aquele mafioso que teria matado a família do Justiceiro. E só isso.

A história segue os quadrinhos no resto, com algumas AMPLIAÇÕES pro jogo ficar maior: tem o zoologico, mas os Gnucci pedem ajuda pro Rei, que nessa fase envia o Bushwacker e depois o Mercenário.

Depois da história dos mafiosos, já encaixa aquela outra do general russo que tinha uma bomba atômica numa ilha, e claro que o Russo, um assassino a prova de balas e dos heróis Marvel, o personagem mais legal criado pelo Garth Ennis depois do CANETA, participa, com frases magníficas, como "Tá na hora do pau! Este é o dizer do famoso Coisa, do Quarteto Fantástico, um grande herói na Russia."

Pra atrair ainda mais os fãs dos quadrinhos, rolam participações de outros heróis marvel, como a Viuva Negra, Nick Fury, o Homem De Ferro (que depois vai ir tomar uns tragos, sacaneia o Garth Ennis), e a mais cara de pau de todas, a do Matt Murdock.

E no fim do jogo ainda rola uma fase baseada naquela MINI-SÉRIE CLÁSSICA do Justiceiro preso na ilha Riker, que deu origem a revista mensal.

Entre as fases, rola um divertido APARTAMENTO DO JUSTICEIRO, onde ele acessa os recortes de jornal, fichas dos criminosos, o depósito de armas e o mapa da cidade, entre outras patifarias.

Vale dois polegares estendidos, o joguinho, é bugado e tem todos os defeitos dos jogos da geração atual, mas diverte quase tanto quando o arcade da Capcom de 1993.

Só acho que pro jogo ficar PERFEITO, o Justiceiro tinha que ficar dizendo "IF YOU ARE GUILT YOU ARE DEAD" o tempo todo, cada vez que matasse alguém.


Se o SANGUE já não é suficiente, pegue um dos patchs que restauram algumas das violências que acabaram sendo censuradas e põe ainda mais sangue e fatalities do tipo enfiar a arma no cu dos outros e atirar.