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Streets of Rage

Bare Knuckle

  • Mega Drive
  • 1991
  • Cartucho
  • G-4050
  • 2 Simultâneo
  • Fusion
  • arquivo sor.zip temporariamente indisponível
  • o titulo anuncia o KOSHIRAO

  • escolha o bonecro entre esses três

  • blaze soqueando um punk na fase 1

  • as cores dessa fase ficaram muito boas

  • passando o cano no karateka

  • os mestres da obra direto do manuel

O Mega Drive não tinha nenhum clone do clássico Final Fight dos arcades e a Sega decidiu fazer um na cara de pau. Só que fizeram o jogo tão bem feito que ficou melhor do que um simples port poderia ter sido. Ficou melhor até que o Final Fight CD pra Mega CD.

Os gráficos são vagabundos mas aproveitam ao máximo o vídeo do mega drive, vejam que ignorância a escolha das cores, principalmente na fase do porto que screenshoteei pra vocês. A jogabilidade é fiel ao Final Fight, inclusive clonando o famoso ALGORITMO COVARDE da Capcom, que faz alguns dos inimigos só te atacarem quando estás de costas, e eles usam um monte de efeitos tosquinhos mas interessantes e engenhosos, como a tela subindo e descendo pra simular o movimento de um navio, a chuva vagabunda que cai na praia e uma folhas e latas voando pelas ruas. Se esforçaram tanto nos detalhes que tem até finais diferentes.

Agora a música desse jogo é que TRANSCENDEU e é o motivo pelo qual ele é mais lembrado. É tão boa e tão bem feita que, mesmo tocando num mega drive, supera a de muitos jogos atuais em máquinas melhores e ARREMESSOU o Yuzo Koshiro pro sucesso no ocidente.

Como eles são espertos mesmo, colocaram uma mulher gostosa como um dos três protagonistas (todos clones de Final Fight tinham três protagonistas, é claro).

As fases são longas e variadas, incluindo, como não poderia deixar de ser, uma fase numa fábrica com esmagadores e outra num elevador onde chovem inimigos.

A história é básica, três ex-policiais, Adam (que gosta de BONSAI), Axel (que MANJA videogames) e Blaze (cujo hobby é a LAMBADA) - sim, estes hobbies dos personagens são a complexa história de fundo - decidem sair pelas ruas batendo em todo mundo pra acabar com a gangue do Mr. X.

Pra sacanear um pouco mais e usar o terceiro botão do mega drive, colocaram uma espécie de magia salvadora: tu pode chamar um carro da policia que dá um tiro e mata todos inimigos da tela uma vez por fase, pra te salvar de ENRASCADAS. Além disso, para aumentar a diversão no modo 2 players, tem um golpe em que um arremessa o outro.


Em resumo, Streets of Rage é um excelente clone do Final Fight que usa com maestria o poder do Mega Drive para entregar um ENTERTENIMENTO honesto, mesmo que não supere o Final Fight original por este ter sido feito num sistema superior, e colocando diversas características próprias para dar vontade ao jogador de retornar mesmo tendo o Final Fight disponível. Os verdadeiros onanistas dos anos 90 SONHAVAM com um Final Fight com essas cores, fases e músicas.

Por falar nisso, agora me lembrei de uma história fantástica. Um dia eu estava jogando Streets Of Rage no meu Mega Drive quando o Rogilio veio e ficou olhando. De repente ele começa a filosofar:

"Aaau, meu caro, Streets of Rage é uma metáfora (ele não usou essa palavra exatamente, até porque ele não sabe o que é isso, mas o sentido foi esse) para uma festa. Perceba que o jogo começa no início da noite com seu tema TECHNO e só vai terminar a balada ao amanhecer, na ultima fase."

Rogilio, se estiver lendo isso, saiba que nós do baú gostamos de você e ainda temos por você grande CARINHO & ADMIRAÇÃO.


Putz grila! - Agora me lembrei que esse jogo sofreu um atentado com a recente praga de remakes intragáveis. Se pelo menos esse toscões fazedores de remakes caseiros que não sabem programar tivessem um pouco de imaginação e arte, fariam o texto da abertura ser lido pelo Cid Moreira.