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  • holmes e watson encontram passagem secreta num armazém

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Um adventure em que és o Sherlock Holmes (apesar de jogares em algumas poucas partes com o FIEL Watson, o único amigo do detetive). Holmes estava entediado em sua casa na Baker Street, e depois de dar umas voltas e fazer umas deduções impressionantes daquelas que ele costuma fazer no início das histórias para demonstrar seu poder, encontra o Dr. Watson, que pede para o detetive solucionar o mistério de um empregado de um paciente dele que sumiu. Apesar da polícia achar que o empregado fugiu pra ir tomar uns tragos na venda da esquina, Holmes descobre que ele foi é RAPTADO PELA SEITA DO CTHULHU, QUE QUER REALIZAR UMA CERIMÔNIA PRA O MUNDO ACABAR!


Sim, este adventure põe Sherlock Holmes na pista de uma seita do Cthulhu, unindo os personagens e histórias criados por Lovecraft e Conan Doyle. E começa muito bem, seguindo os elementos clássicos dos dois universos. A história, como de costume nos horrores do Lovecraft, é contada por flashback, depois que Watson acorda de um sonho bizarro. Holmes começa a investigar em Londres, no porto, com marinheiros estrangeiros vagabundos que estão metidos na seita e têm templos secretos onde ocorrem bizarrias sangrentas, e depois viaja para outros países, incluindo, é claro, a américa, nos pântanos da Louisiana (blish-plosh-splush), cenário da história Call of Cthulhu, e não convém spoilear mais do que dizer que este jogo é mais uma história do Holmes do que do Cthulhu.


O problema é que o sistema de jogo é uma volta aos adventures dos anos 80, só que em 3D. E ao pior dos adventures dos anos 80: o pixel hunt e a realização de algumas tarefas sem sentido (como no Silent Hill 4 - The Room). Fora isso, a partir da metade a história começa a ficar BESTA e a deixar vários pontos soltos aleatoriamente, além de adotar soluções esdruxulas ou absurdas para os puzzles, bem típicas mesmo dos anos 80, como se os programadores tivessem ficado com pressa para acabar. Podiam ter pensado em muitas maneiras melhores de resolver as situações. Outro ATALHO que os programadores pegaram foi que o Watson geralmente fica te seguindo pelos cenários, mas ele não se mexe. Quando tu olha pra ele, ele tá parado lá longe, aí tu anda e quando te vira ele se teleportou pra perto.

Os gráficos são excelentes, tudo 3D, efeitos especiais muito bons de água e luz (só que como TODOS OS JOGOS que usam esses efeitos MODERNOS, como Doom 3 e Oblivion, ossos e caveiras parecem de metal) e o jogo é um point'n click com visão em primeira pessoa, com liberdade de movimento total e cenários bem grandes: Holmes geralmente pode explorar ruas inteiras, algumas contendo várias casas de mais de um andar.

As músicas são fracas. Tem só um teminha tenebroso pro Cthulhu e um breve tema de violino pro Holmes que meio que se salvam se tu for um , o resto é sacanagem total. A interpretação Tony Blairiana do Holmes também decepciona pra caralho se o magrão tá acostumado com a perfeita HISTERIA BIPOLAR do Jeremy Brett.

Enquanto a parte do Lovecraft é bastante fiel, mais do que em jogos como Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth, a parte do Holmes é mais ou menos. Ele mede pegada, usa a lente de aumento e tal, mas au, gente boa, a relação entre Holmes e Watson não está perfeita e eles tomam umas liberdades meio bestas com o Moriarty. De qualquer forma, este jogo vai acabar agradando aos fãs das derivações desses dois universos, e fora eles, só recomendo se existe alguém no mundo que gosta do pior daqueles velhos adventures dos anos 80.


Duas frases pra ti:

1-Da metade pro final decepcionou bastante.

2-Podiam ter feito bem melhor.


Deixo aqui uma citação do mestre:

"What is the meaning of it, Watson? What object is served by this circle of misery and violence and fear? It must tend to some end, or else our universe is ruled by chance, which is unthinkable. But what end? There is the great standing perennial problem to which human reason is as far from an answer as ever."