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Dead Island

  • Windows
  • 2011
  • distribuição online
  • Techland
  • 4 Internet
  • 3D
  • parece bom, heim. mas não é.

  • xaropice

  • não tem isso no jogo, só no trailer

  • veja o que pode acontecer com quem joga essas merdas

Zumbis estão na moda e tal, mas o pessoal em vez de se aproveitar e fazer algo que preste, só faz porcaria. Tipo Marvel zumbis, Jane Austen zumbis, walking bostead, livro de sobrevivência aos zumbis para nerds retardados e meio sebosos, etc. Logo, do mesmo modo que vampiros hoje são homoafetivos, zumbis são uma merda. So it goes. Pronto, utilizando-me da técnica de criar uma expressão âncora daquele escritorzinho cumunista vagabundo dos anos 70, vou mandar So it goes sempre que falar de zumbis, remetendo a mente de vocês à frase "Zumbis são uma merda" cada vez que vocês lerem So it goes. Então So it goes = zumbis são uma merda. So it goes.


Este jogo, Dead Island, já começou com tudo errado. A idéia de fazer uma ilha PARADISIACA cheia de zumbis, PERCY, não é ruim. So it goes. Mas acontece que a primeira coisa que apareceu do jogo na internet, o trailer, por assim dizer, mostrava apenas animações e filmetes que nada tinham a ver com o jogo e aí está o erro. Não tinha nenhuma cena do jogo em si, nada que mostrasse como era o negócio, como se jogava, mas o pessoal mais bitolado e os escritores e jornalistas de games começaram a sua notória divagação e filosofia punhetistica em cima do filmete, que era produzido de forma artística e tal. E o pior logo aconteceu: os produtores continuaram tratando o resto do negócio como filme. O único problema é que isso não é um filme, é um jogo. Então fim, doom.

Tu escolhe entre quatro bonecos sem grandes diferenças, cada um com uma biografia chatissima que ele fica meia hora narrando no início, com dramas e outras imbecilidades completamente inúteis. Au, um atormentado jogador de futebol americano que atropelou alguém e perdeu a carreira, ui ui ui. Tá errado. Desde o início. Filme de zumbis tem que ter como herói um cara comum ou um grande herói canastra tipo o Bruce Campbell. So it goes. Ficar fazendo drama é pra filme cabaço, não é pra jogo.

Começa a obra com o magrão DESPERTANDO no quartinho do hotel abandonado e tens que mazanzear até encontrar o que fazer. Nesse ponto o negócio já se entrega: o início inteiro consiste em longos corredores sem graça repletos de maletinhas e bolsinhas nas quais tens que ficar clicando diversas vezes para recolher moedinhas, numa reedição ainda mais punheta da jogabilidade clássica e lendária do Diablo. A clicação de moedinhas destrói qualquer jogo. No fim do corredor, finalmente, depois de muito clicar em moedinha, depois de uns 15 minutinhos clicando em moeda, aparece um zumbi, e o jogador já tá de saco cheio. So it goes. Finalmente vou jogar! diz nosso intrépido aventureiro que torrou seu dinheiro nesse jogo ruim (ou gastou sua preciosa banda se for um pirata safado donaldeando a bagaça, coisa que abomino), e quando dá o primeiro passo em direção ao zumbi para o confronto, eis que PÁRA TUDO! So it goes. O jogo para e vem uma daquelas chatissimas cutscenes que mostram o personagem fugindo sozinho dos zumbis, sem interação nenhuma. So it goes. Quando podia ter jogo, os cara cortam o jogo, te arrancam o controle da mão pra te mostrar filme. Todo mundo já viu filme de zumbi, todo mundo sabe as coisas que acontecem. So it goes. Eu quero é jogar. Deixa eu jogar. Pára de me mostrar filme! Deixa eu jogar, filho da puta! Libera o jogo! Começa essa merda logo!

Depois de mais muita enrolação para explicar o que todo mundo já sabe, finalmente vamos ao jogo: tu fica rateando pela ilha de um lado pro outro, viajando entre duas ou três bases repletas de gente que fica te dando missõezinhas trouxas, sempre no estilo vá até o ponto tal, pegue um objeto e volte. As mais complexas viram vá ao ponto tal, pegue um objeto, depois vá em outro ponto, pegue outro objeto e volte. Sempre assim, repete até não poder mais. Claro que os diálogos belissimos na entrega das missões te põe pra dormir.

Os inimigos são todos iguais, uns zumbis meio mongois que devem até as cuecas pros do Resident Evil 4 e 5. So it goes. O máximo que conseguiram de imaginação foi umas zumboas de biquini. So it goes.

As armas são objetos tipo remos, marretas, canos e até aí tudo bem. Podes melhorá-las e combiná-las umas com as outras, mas isso exige uns transtornos meio punheta de ficar procurando workbenchs e porcarias que podiam ter sido muito mais bem feitas com uma interface menos imbecil e com uma jogabilidade menos colecionadora de moedinhas. O outro único destaque do jogo é que podes dirigir carros, mas hoje tu normalmente sempre pode fazer isso neste estilo, como no Far Cry e no Crysis e nos seus diversos clones.

O jogo é facilitado para manetas, sempre tem um monte de itens de recuperar energia em todo canto e os zumbis são de agressividade baixa. So it goes.

O cenário até é decente, com gráficos mais ou menos atuais, mas também não é grande coisa, mesmo botando no máximo os detalhes o negócio é meio vazio e chinelão. As músicas e sons quase não existem. ENREDO daqueles, com um monte de cutscenes que se levam a sério. Rola uns esqueminhas de ganhar experiência e níveis pra poder usar itens novos, mas é chato demais e não serve pra nada.

Não recomendo para ninguém. Um dos piores jogos deste ano, como prometia o trailer. Cumpriu. Dois polegares para baixo.

Por falar nisso, o enem deste ano vazou de novo, saíram as respostas pra um monte de gente, rolou várias sacanagens mas dessa vez ninguém falou nada e não apareceu nem em jornal. Ou o pessoal já está acostumado, como o MEC esperava, e agora ficou tudo certo, ou então é mentira do PIG, dos tucanos safados que querem desestabilizar nosso delicioso governo. NINGUÉM SEGURA ESTA PAÍS! AGORA VAI! É Lula! Dilma! So it goes.