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Eagle

Gabriel Knight Sins of the Fathers 20th Anniversary Edition

  • Windows
  • 2014
  • distribuição online
  • 1
  • 3D
  • fam. FAM FAM FANAM.

  • au, o detetive mosely interrogando um suspeito.

  • lá lá lá.

  • a tela título tem até a opção falcatrua de ler um pdf da graphic novel que vinha FISICAMENTE no original, em vez de fazerem um filmete com a história.

Remake do Gabriel Knight 1 com gráficos em 3D. Os gráficos dos cenários são muito bons, mas o dos personagens é meio tosquinho, e as músicas são as mesmas do original mas com instrumentos melhores.

O problema maior é que é um remake em alta definição mas com menos detalhes. Cortaram um monte de animações, por exemplo quando tu clicava na máquina de escrever ele sentava e datilografava algumas coisa, no novo ele só fala writers block, pra não ter as animações. Da mesma forma ele só fala can't sleep se tu clica na cama, enquanto no original deitava. Até mesmo transições de cenário ficaram sem animação, quando ele entrava no quarto no original, empurrava a cortina. Tudo para economizar bastante. Nem sobe mais na escada pra ver as tetas da mulher. Substituiram esses cortes com efeitinhos toscos de luz e fumaça e brilho que é o mais fácil de se fazer em 3D. Grande retrocesso, esse jogo tinha uma animação muito boa. Outro exemplo da preguiça dos programadores é na primeira cena do crime, que tinha um cadáver coberto, ele chegava lá e o detetive tirava o pano de cima do cadáver e depois vinham os policiais, pegavam ele, colocavam em um saco e depois na ambulância e os carros iam embora. No remake o cadáver já tá descoberto e para economizar bem, todas as ações deles levando o corpo embora são em cutscenes.

Também deixaram o jogo mais fácil e restrito. Agora podes ver quais são todos os pontos clicáveis na tela, o que não é ruim, a grande dificuldade do original era mesmo o pixel hunt sacaneado, mas também restringiram o cenário. Enquanto no original já podia visitar direto a casa da vó, o bar, o museu e a dixieland drugsture, nesse não pode ir nos lugares antes deles se tornarem importantes. Claro que isso tira um monte da graça do jogo, que era poder explrorar um mundo bem grande desde o início. Se tu clica na casa da macumbeira antes do dia certo, por exemplo, aparece que está fechado, e assim por diante. Não dá pra acessar nem os binóculos da praça e nem o confessionário antes do dia correto. Podiam ter passado sem essa, isso só torna o jogo mais simplório, mas certo que é pra não espantar os jogadores retard de hoje, acostumados com seus consoles que param de funcionar quando chega o verão e se desligam sozinhos apitando porque está muito quente.

Também rola um diário resumindo os acontecimentos do dia para te ajudar e ainda tem uma opção de hints que nem cliquei. Nada contra essas coisas, mas acho que já bastava isso, não precisava ter tornado tão restrito o mundo do jogo.

Outra bela putaria é os diálogos, agora as opções importantes, aquelas que tens que clicar pra avançar na história, já vem em uma cor diferente, mostrando que não precisas clicar nas outras, o que é outra besteira e deixa o jogo mais sem graça. A consolite é grande neste remake. Parece coisa de quem compra consolo de ultima geração pra jogar indies.

Também temos algumas fotinhas de making off espalhadas pelo cenário para os otários choramingarem e alguns puzzles foram remakeados, o que não ficou ruim. Pena que deixaram restrito e com animações tão porcas. Podiam ter feito como no remake do Larry, que apesar de também ter animações ruins e puzzles refeitos e dificuldade atenuada, não destruiu tanto o original. É uma versão para TROUXAS (for dummies), miogs.

Tem outros problemas óbvios com a animação que chegam as Raias do amadorismo, o design do personagem principal com cabelo trouxa também é bem pior que o cabelo maluco do original e claro que os atores das vozes do antigo não participaram, porque são muito caros, assim não teremos a presença espiritual do imortal Efrem Zimbalist Jr. que tanta alegria DEU aos fãs da Sierra e, deus de o início do ano, continua atuando do além, utilizando aqueles aparelhos de TV do Alan Kardec para se comunicar com os mortos, para não falar das mesas giratórias.

Meu veredicto: é jogável, mas parece remake amador e caseiro, apesar de ter os mesmos autores do original por detrás, encoxando a obra.

Ao menos dá pra jogar sem ser em widescreen, que é COMO DEVE SER FEITO. Reativei meu monitor quadrado especialmente para apreciar.