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Ultima VIII - Pagan

Ultima VIII

  • PC DOS
  • 1994
  • 8 Disquetes 3 1/2
  • Origin
  • 1
  • siiiiiiiiiiiiiiiiim

  • mãozona do guardião sai do pentagrama com o avatar

  • caindo na ilha

  • fofoeum

  • acordei aqui

  • arraste os equipamentos para o boneco

  • colocando o saco de dormir na mochila para poder rolar o rest

  • uma execução

  • eu sou o avapissa

  • guarda enchendo o saco

  • dentro das casas o telhado some

  • metendo mais merdas na mochila

  • caixa demoniaca

  • um montão de disquete

  • como se não bastasse toda essa sacanagem, o jogo vinha com essa moeda satanica

A primeira vista esta versão do Ultima impressionava pra caralho. Os gráficos são muito bons até hoje e usa o engine do Crusader No Remorse. Neste segundo episódio da trilogia do guardião, este demonho vermelho pegou o Avatar e largou no mundo de Pagan (que na real é só uma ilhazona) onde uns titã elemental dominam as parada e é tudo sombrio e do mal. Não me pergunte por que o guardião não resolveu apenas esmagar o Avatar na maior, deve ser para atormentá-lo com mais alegria. Agora o Avatar tem que sobreviver e aprender as merdas do lugar pra conseguir voltar pra Britânia antes que o guardião domine o mundo do Lord British e a terra. As músicas também são afu, o problema mesmo é a jogabilidade. Resolveram arcadezear o negócio, então tens que pular e escalar coisas, mas a visão isométrica é horrível para isso e os controles são uma tosqueira do mal (usa o mouse pra tudo), os pulos são tudo torto e mal se sabe onde ele vai parar, durante os combates o cenário esconde os inimigos e também sempre esconde as passagens e objetos. O combate, apesar de arcade, é mais aleatório que o Morrowind, tu fica clicando no bicho, o Avatar fica mexendo a mão com a espadinha e a máquina sorteia se tu acertou ou não. O mais bizarro é o inventário. Tu clica na mochila e ela abre na tela, aí podes arrastar qualquer objeto para dentro dela. Aí os objetos vão se empilhando uns sobre os outros e tens que ir arrumando tudo manualmente como quiseres ou sofrerás com a bagunça. Também pode abrir outros containeres de objetos na tela, como sacos, barris, gavetas e até os corpos dos mortos e aí pode transferir coisas pra mochila ou para fora dela. Também pode pegar sacos e botar dentro da mochila, sendo que os sacos são outro conteiner e aí tens que organizar as coisas dentro dele também. Claro que pode empilhar bem a coisa toda e botar sacos dentro de sacos e acabar com milhares de objetos. Outra parada ANIMAL é que tens que aprender a fazer as magias e aí tem que sair recolhendo os ingredientes e misturando tudo de forma bem burocrática e chata.

Parece legal pra cacete, mas a burocracia e a jogabilidade travada emperram bem o jogo. Nosso considerado Lord British também lançou o jogo meio antes do tempo, que nem o Kojimão com o Metal Gear Solid V, e ficou com vários bugs. Depois lançaram um patch pra remover as piores merdas do arcade, que eram as plataformas flutuantes, e melhoraram um pouco o pulo que era CABULOSO e provocador de game ovo o tempo todo.

O legal é que o jogo era demoníaco pra caralho, desde a apresentação com pentagrama e voz de demonho até os temas. O Avatar tem que aprender necromancia, entre outras merdas, e rola até uma parte em que pra virar aprendiz ele tem que participar de um sacrifício humano, o que gerou CONTROVÉRSIA pra caralho comigo e me recusei a jogar porque o Avatar era o guerreiro da virtude, meus amigos. O que o Lord British pensa que está fazendo? Também não curti que não dá pra jogar com uma versão mulher do avatar vestida com chainmail bikini. Ao menos o final é bastante COMPENSADOR no mau sentido, recomendo.

Durante o jogo o guardião fica falando frases aleatórias digitalizadas pra te sacanear e um pouco depois lançaram o speech pack vendido SEPARADAMENTE, que servia pra colocar voz digitalizada nos titãs (nem era em todos personagens) e que já vinha incluido na versão CD.


o sofrimento incessante que foi para conseguir esse jogo foi equiparado ao sofrimento ao jogar o mesmo. Eu tinha que toda a hora ligar ou ir na casa da DEDÉ, para ver se o jogo já tinha chegado de Porto Alegre. Certo que a coroa trambiqueira que era a mãe da DEDÉ me vendeu o jogo sem saber se o piratinha amigo dela de Porto Alegre o tinha em mãos. Baita chatice isso. Pelo menos a DEDÉ tinha uma baita voz pelo telefone que fazia o meu pintão salientar nas calças (o que não precisa de muito, na real). Que pena que quando o jogo finalmente chegou e eu combinei de ir na casa da DEDÉ para pegar, eis que era tudo ilusão. O jogo era um saco e a DEDÉ era feia pra caralho. Daí peguei o jogo lá, pedi pra cagar e saí de fininho :(