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12905 joguetes
  • O herói do joguete vê uma coisa na estrada

  • Título desta maravilha

  • Estou diante dos destroços do meu jipe na névoa

  • O tradicional inventário alone in the dark

  • Criatura demoníaca se aproximando

  • Acabou a cidade

  • Agora tenho lanterna

  • Estou no colégio

  • Atirando numa criança-demonio

  • O colégio no lado negro

  • caixa do jogo

Esse é o melhor jogo que já joguei de Playstation. Cinco polegares estendidos. Cheguei até a pensar 'pourra, finalmente fizeram algo decente pra esse videogame' quando joguei isso. Acho que tão bom quanto esse, neste videogame FRACO, só o Castlevania - Symphony of The Night.


Analisarei agora esta maravilha:


- Historieta -

Tu é um cara viuvo que sai de férias com a filha de sete anos. Então tu tá andando de jipe com ela e tá chegando nessa cidade Silent Hill. Aí uma hora uma coisa aparece na frente do carro e te distrai e tu bate. Quando tu acorda, a tua filha sumiu e o jipe tá destruido. A cidade tá cheia de névoa e as ruas tão totalmente vazias. Aí tu sai andando pra procurar a guria.

E é isso.


De repente aparecem monstros esquisitos no caminho. De repente tu tá andando numa rua, e quando tu volta, ela tá totalmente diferente, e cheia de objetos estranhos, e de sangue, e símbolos e outras porqueiras, e tu não faz nem idéia do que tá acontecendo. E então tu acorda em lugares diferentes e encontra pessoas diferentes e estranhas. Tu não sabe se o personagem tá ficando maluco, ou se tá sonhando, ou se tá morto que nem no 'Alucinações do passado (Jacob's Ladder)', ou se é só mais um roteiro mangá maluco que vai ter explicações esdrúxulas no final. Eu pensei que fosse essa ultima, antes de chegar no fim.

Só que a história de verdade é subjetiva. Graças a Deus ela não é explicada. Então tem um milhão de possíveis interpretações e eles não te enchem o saco com aquele monte de clichês de merda da maioria dos outros joguetes japoneses. Tu nunca vai saber o que aconteceu de verdade e cada vez que jogar vai achar porcarias novas pra confundir qualquer teoria que tenhas feito. Fora que tem cinco finais que se complementam.

Tudo é diferente do comum nesse jogo, finalmente fugiram um pouco da mediocridade dos demais títulos de playstation e dos videogames atuais, e até fiquei impressionado com o fato da Konami finalmente lançar um jogo novo que não seja uma continuação, que parece que só sabem fazer SEQUELAS de seus contra, gradius, castlevania e metal gear. Obviamente queriam tentar EMPLACAR algum sucesso com um jogo no estilo Resident Evil, mas parece que o DIRETOR da obra conseguiu fugir disso e deixou de fazer um clone pra tentar algo inédito. Parece que, apesar de tudo, lançaram as pressas e acabaram retirando algumas partes que estão marcadas nos mapas e que poderiam ser exploradas numa versão mais completa.


Os gráficos são todos em 3D e são bonzinhos pro PSX. Tem muitos detalhes, e muita coisa subliminar e subjetiva, demonstrando o interesse dos programadores. Olha os cartazes, as marcas nas paredes e no chão. Como no Dark Seed de PC, tu anda por uma coisa que se aproxima duma cidade normal, e as vezes entras numa versão escura, psicótica e bizarra dela, onde as escolas tem gaiolas com cadáveres e ventiladores cheios de sangue.

As músicas e sons também são excelentes. Tudo tá cheio de pistas subliminares. Tens que prestar atenção nos mínimos detalhes e explorar toda a cidade (que é bem grande) pra teres uma noção do que tá acontecendo, e se deixares de ler uma folha escondida num edifício onde não precisas entrar, já perdes uma pista.


A jogabilidade é mais ou menos. Os monstros são repetitivos, mas nada que enjoe. Os puzzles são legais e as dicas pra eles também são subjetivas, mas não são tão difíceis e dá pra resolvê-los. Os cenários variam muito e os caras tavam muito inspirados.

O jogo é cheio de referências a filmes, livros e autores de terror e ficção.


Tens uma lanterna pra enxergar nas partes escuras e levas também um mapa (que ficou muito bom, o cara anota as portas trancadas, os caminhos bloqueados e tudo mais automaticamente - preste atenção nos prédios com cores diferentes, vale a pena explorá-los, mesmo que não sejas obrigado a entrar neles), e levas um rádio que começa a chiar quando te aproximas dos monstros.


O personagem principal não é super-herói, policial ou membro de esquadrão especial. Ele é um cara normal numa situação bizarra, o que também foge do padrão homoafetivo atual dos videogames. A tua mira é uma merda, ele nem sabe atirar direito com revólver.


Recomendo jogar no hard, a tua munição nunca é suficiente e aí que fica divertido de verdade.


Então é isso aí, se quiseres um joguete de ação em que os zumbis usam bazucas, vai jogar Resident Evil. Mas se quiseres experimentar a psicose da forma como ela se apresentava apenas nos adventures do TK, este é o jogo. Olha lá o que tem nessa maravilha: fetos não nascidos, demônios com tetas e pernas de cabra e chifres, vermes bizarros que entram nas pessoas (nbséc), monstros sem cara, meninas queimadas que não morrem nunca presas no subterrâneo de hospitais, drogas pra controlar a mente das pessoas, seitas satânicas com pessoas importantes, universos paralelos, altares escondidos nos fundos de lojas de antiguidades, três pessoas diferentes que são a mesma pessoa, o bebê de rosemary, flashbacks malucos, uma apresentação com dicas da história, e frases meigas como 'everyone will die'. E tem até UFOs, katanas e serras elétricas escondidos.


Claro que fizeram uma continuação pro playstation 2 e até um adventure pra game boy. Só espero que não sejam uma dessas duas coisas:

História semelhante acontecendo com personagens diferentes (ou seja, cópia descarada mesmo).

História que tenta explicar os eventos da primeira parte (que ficam mais legais sem explicação).


(E realmente não é, posso dizer agora que já joguei o 2.)


Recomendo jogar este joguete no videogame, porque numa tela pequena de monitor nem rola apreciar todos os detalhes. E sim, 17 polegadas pra mim é pequeno. No bom sentido, é claro. Um dos mais divertidos do playstation, e um dos mais originais do fim dos anos 90, fugindo ao padrão atual da Konami.