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Jogo recentemente visto:

Fatal Fury Wild Ambition
  • PC DOS
  • 1993
  • CD
  • 1
  • Entrada

  • Gabriel na sua loja de livros

  • o quarto do Gabriel é algo

  • mapa do French Quarter de New Orleans

  • Dentro da loja Voodoo

  • velha brigando com o mímico no parque

  • O poema homossexual

  • Capa do livro

  • Caixa do jogo com telas e propaganda de lançamento

  • New Orleans: cemitério #1

  • New Orleans: estátua do anjo caído

  • New Orleans: Jackson Square

  • New Orleans: a tumba da Marie Laveau

  • Caixa triangular

1) MINHA RESENHA

Um dos melhores adventures de 1993, se não foi o MELHOR DELES!! Este jogo vinha com uma história em quadrinhos junto com o manual, servindo de prólogo para a aventura. A história dos quadrinhos, que se passa no século 14, mostra o envolvimento de um dos ancestrais do Gabriel Knight com uma escrava chamada Tetelo que, na verdade, era uma das rainhas do Vodu africano. Estes fatos vão se relacionar com a trama do jogo bem mais tarde.

Bem, vamos ao jogo. Tu controlas Gabriel Knight, um magrão estilo John Constantine que mora em New Orleans na sua loja de livros usados, mantida por sua assistente oriental, chamada Grace. Gabriel vivia uma vida de farra e vagabundagem, tentando ser escritor. A trama começa quando ele resolve investigar, por conta própria, assassinatos feitos por supostos praticantes da religião Vodu, que é bem difundida em New Orleans. Inicialmente, ele quer pegar material para seu novo livro. Quando ele começa a examinar coisas velhas do pai dele e pesquisar mais a fundo, ele descobre que tem um tio na Alemanha que quer avisá-lo de um perigo iminente em New Orleans. Além disso, ele resolve se envolver pessoalmente no caso. O jogo se passa em 10 dias. Cada dia, algumas coisas mudam nos lugares de New Orleans (exemplos: o parque Jackson Square, a catedral de Saint Louis, o bar Napoleon House, uma loja de falsas poções Vodu chamada Dixieland Drug Store e o museu histórico de Vodu). Outros lugares para visitar vão aparecendo de acordo com o que o personagem vai descobrindo (a quarta screenshot só tem os lugares iniciais). Ele deve dialogar bastante com os outros personagens para aumentar seu conhecimento do "plot". Por falar nisso, o sistema de diálogo deste jogo é simples e eficaz! Aparecem vários temas gerais e alguns temas que só valem para o personagem atual. O rosto dos personagens é bem desenhado e eles articulam as falas corretamente. Uma grande inovação para a época. Todo o diálogo é gravado porque Gabriel Knight carrega um gravador portátil (é fodancha, mas ficou legal), facilitando a consulta de fatos anteriores pelo jogador. Ah! Esqueci de dizer: o jogo TODO é falado! (splurt! splurt! goz!)

Meu veredito: quem ainda não jogou/foi até o final, tem que jogá-lo agora mesmo! E nada de pedir dicas ou hintbooks, seu baixinho-continuão!!! Este jogo não tem situações impossíveis e é bem fácil de vencer se o cara souber inglês e não sofrer de déficit de atenção. Tentem conseguir o jogo original (eu tive sorte e comprei o meu no Paraguai por 10 pila), para terem a história em quadrinhos do manual e jogar direto do CD (sem ocupar espaço na HD). Há um resumo besta do prólogo durante o jogo, mas não é a mesma coisa. Depois que jogarem até não poder mais, vocês vão aprender que as bonecas Vodu são apenas a PONTA DO ICEBERG desta assustadora religião.


2) RESENHA DO CO-ORGANIZADOR

Gabriel Knight é o meu adventure preferido de 1994, e realmente é o melhor jogo da Sierra até hoje. O título é mesmo meio tosco, e lembra aqueles nomes de heróis estilo NATHAN NEVER, MARTIN MISTERY ou DOC SAVAGE, mas não se deixe enganar, seu chupacabras.

O fodanchão Gabriel Knight é um loser sem dinheiro que vive em New Orleans, a cidade americana da macumba. Ele é dono de uma loja de livros RAROS (pra não dizer usados) e tenta escrever um romance de sucesso ao mesmo tempo em que tenta fazer o boró de sua assistente oriental engraçadinha. Nos ultimos dias ele tem um pesadelo recorrente com elementos que se relacionam a recentes assassinatos em série ligados ao vodu. Usando seus sonhos como inspiração e a ajuda de seu amigo de infância, o detetive Mosely, ele começa a investigar por conta própria os assassinatos e também a NEGONA GOSTOSA e RICA que tava passando perto de uma das cenas do crime.

Com o passar do tempo, os sonhos de Gabriel pioram e o impedem de dormir, e ele começa a descobrir que o envolvimento do vodu com os assassinatos e com a cidade é muito maior do que suspeita a polícia, e a própria famíla dele está ligada a isso por uma antiga maldição. A tensão aumenta conforme vão morrendo os informantes de Gabriel e sua credibilidade com a polícia diminui, até o ponto em que a seita vodu invade sua casa e ele descobre que está prestes a cometer o mesmo erro de seu antepassado, que surge em seus sonhos enforcado numa árvore.


O melhor desse jogo é que ele explora uma forma de horror pouco tradicional em adventures, que é o vodu, enquanto a maioria dos outros jogos e até mesmo filmes se ocupa com clichês sobre vampiros e lobisomens. Os cenários são bastante realistas e a maior parte deles é baseada em locais reais de New Orleans. Além disso, durante os 10 dias do jogo Gabriel viaja para a alemanha e para a áfrica.

Foi realizado um extenso trabalho de pesquisa sobre vodu para escrever o jogo. Os gráficos e músicas são excelentes (apesar de hoje parecer tosco para um baixinho viciado em Quake 3), a Sierra resolveu mostrar como se faz e uniu cenários detalhados ao extremo, jogabilidade, interface e dificuldade de maneira soberba, mas o que se sobressai é a história. Por muito menos que isso Hideo Kojima ficou famoso e ganhou alguns cus com seu Metal Gear de playstation. O jogo, contudo, não é muito conhecido, apesar de ter uma legião de fãs bitolados capazes de organizar até convenções sobre o assunto. Teve duas continuações inferiores, mas mesmo assim bastante agradáveis: The Beast Within (um adventure filmado no estilo Phantasmagoria) e Blood of the Sacred Blood of the Damned (este em 3D no estilo do Shenmue de dreamcast). Apesar de terem historias interessantes, essas seqüências cometem o erro de colocar o herói contra, bom... lobisomens e vampiros, apesar da abordagem legal dos vampiros no terceiro jogo, que foge do esquema gay do Lestat e dos jogadores de RPG. Mas por falar em gay... esperem o review da parte 2!


Uma das versões originais do jogo vinha numa caixa estranha que era formada por dois triangulos unidos de maneira esdruxula.


Existe uma versão em disquete e uma em cd (esta inclui os diálogos falados dos personagens e um vídeo com o making of do jogo). Ambas acompanham uma história em quadrinhos com o prólogo. Agora também há uma versão nova que, por um preço barato, inclui as partes 1 e 2 e o cd com as músicas do jogo. É, os caras amarelaram e compuseram músicas pra cada cenário, tendo o tema do herói ficado bastante famoso. Vejam aqui um interessante remix, meus amigos: http://bart.overclocked.org/


Gabriel Knight é interpretado aveadadamente por Tim Curry, de longe o ator mais homossexual de todos os tempos, mas até que as vozes ficaram legais. Já a da narradora é OBSCENA. Tão obscena que acrescentaram uma opção pra desligar apenas a voz da narradora e manter as dos personagens.


Na verdade o jogo tem um para sempre, mas apenas um no dia 10, que é a apelação final, onde aflora todo orientalismo até o momento bem oculto atrás dos cenários realistas.


Este é um dos jogos mais góticos que existe: um cara arranca o próprio coração com uma faca e mostra ele batendo e tem até declaração de amor num cemitério. Provavelmente é o motivo pelo qual há tantas gordinhas de RPG entre os fãs.


Após a parte 2, a autora do jogo escreveu dois livros baseados na história:

http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0451456076/qid%3D971673994/sr%3D1-2/102-9257457-5912908


Merece meus 5 (cinco) polegares estendidos. Dificilmente veremos outro como esse. Só me resta sugerir que mantenham a barra de espaço apertada quando o carro sai do castelo no dia 8 pra ver o que acontece. Sem falar que eu fiquei uns 3 meses preso no dia 3 porque errei um pixel.