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Gabriel Knight 2 - The Beast Within

  • Windows
  • 1995
  • 6 CDs
  • 1
  • Digitalizados
  • DOSbox
  • Beast.zip
  • título

  • o livro que ele escreveu sobre o vodu

  • aqui, o inventário

  • a adaga da família usada na parte 1

  • gabriel iniciou um novo livro

  • em munique, o músico toca when the saints

  • fale com os magrões digitalizados

  • forje fitas com o gravador de deck duplo

  • e use-as em sacanagens multiplas com walktalkies

  • caixa

Dois anos se passaram desde os acontecimentos da primeira parte. Gabriel agora vive na alemanha, no castelo de sua família, que ele está restaurando com o dinheiro roubado do templo vodu no fim de Sins of the Fathers, e também com o ganho pelas vendas de seu livro "The Voodoo Murders", que fez sucesso nos estados unidos. Uma noite, enquanto tenta escrever uma continuação, ele recebe a visita de moradores do vilarejo de Rittersburg. Eles acreditam que assassinatos ocorridos perto de Munique, atribuidos a lobos que escaparam do zoologico, estão sendo cometidos por um lobisomem. Mesmo achando tudo isso ridículo, Gabriel viaja para Munique e vai investigar as mortes, ou sua nova secretária alemã, que ele herdou do tio, não vai deixá-lo em paz.


Este adventure, ao contrário do primeiro, usa o engine do Phantasmagoria, ou seja, todos os cenários e personagens são digitalizados. A interface ficou mais limitada, seguindo a tendência de tornar adventures mais fáceis para não restringi-los aos jogadores das antigas, mas mesmo assim é bastante desafiador e extenso, sendo o melhor uso que já vi de filmagens em um videogame, apesar de eu nunca ter gostado dessa técnica. Exatamente pelo motivo de ser filmado, e portanto de orçamento limitado, os cenários e efeitos em algumas partes são meio toscos, como no castelo, que tenta reproduzir o que foi visto no fim do primeiro jogo sem conseguir os mesmos detalhes, ou nas seqüências de sonhos psicóticos, que eram a alegria da parte 1.

O jogo está dividido em 6 capítulos e todos se passam na alemanha, com exceção duma pequena parte no início do capítulo 2 que mostra a livraria em New Orleans. Nos capítulos ímpares jogas com Gabriel Knight e nos pares, com sua assistente mortadela Grace, mas os dois só vão se encontrar perto do final, quando, no epílogo, alternam-se cenas em que controlas os dois.

O cara que contrataram pra fazer o Gabriel Knight é meio afetado total, parece o Walter Mercado quando jovem (a única coisa que o salva é que é um apreciador da arte dos mullets), e o barão Von Glower então, nem se fala. Acho que a mulher que inventou o joguete leu o Entrevista com o Vampiro e decidiu aveadar por esse lado, porque o lobisomem quer um COMPANHEIRO, meus amigos, se é que vocês me entendem. Que tristeza. O Tim Curry era tão MACHÃO (echi echi echi) na parte 1. Infelizmente não poderei comentar mais sem spoilear. Talvez por essa baitolagem toda o jogo tenha feito sucesso ainda maior entre as gordinhas rpgistas, e o ator desconhecido esse que interpreta o Gabriel Knight (o mair papel dele antes e depois disso parece que foi o de garçom no seriado Seinfield) acabou ganhando um fã-clube na internerd que não é algo que eu ia querer ter.

Quanto a história, é bem feita, melhor que muito filme de lobisomem, misturando fatos históricos e lendas da europa, mas mesmo assim é inferior a da parte 1. Vamos explorar cenários mencionados na parte 1, como Rittersburg e o castelo, e o cemitério onde estão os Schattenjagers mortos, e são revelados mais alguns detalhes sobre a família e sua história. Reencontramos alguns dos itens da primeira parte, como a adaga e o talismã, e o gravador, que agora, com dois decks, pode ser usado para forjar conversas. E não tem mais Harley, agora é andar por aí de metrô e carrinhos vagabundos.

As músicas, embora em menor número, mantêm a excelência, sendo que até mesmo foi composta uma ópera para uma das partes finais do jogo.

Entre os pontos fracos do joguete, menciono de novo a baitolagem por demais explícita e acrescento o excesso de otakismo histórico nos capítulos da mulher, e o fato de alguns puzzles se resolverem por intervenção divina, uma solução fraquissima. Ainda bem que não repetem isso no terceiro.

Como o primeiro jogo, este também foi adaptado para livro.


Como curiosidade: A história se passa em 1995, a data no jornal que encontras na primeira cena do jogo, que diz 1994, está errada. Vemos que o Gabriel Knight está usando uma maquiagem com cicatrizes pra simular uns cortes no braço, que seriam as marcas deixadas pela Malia no final da parte 1, só que eles colocaram a cicatriz no braço errado.


Por ser um adventure belo & bom, apesar das filmagens toscas e da patifaria explícita, recebe um polegar e meio estendidos. Está bem longe de ser uma continuação caça-níqueis, como podemos ver pelo engine todo refeito, mas podia ser melhor, tem umas partes muito chatas com texto demais e uns puzzles meio ilógicos.