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tu se acha o ardcór das parada?

Cine Trash Game ovo

Magic: The Gathering - Battlegrounds

  • Windows
  • 2003
  • 2 CDs
  • 2 Internet Simultâneo
  • 3D
  • Gênios Mahamoti e Aranhas Gigantes

  • Note a finesse dos Volcanic Dragons

  • Liability sugando a vida dos duelistas

  • Elementais do ar matando meus passarinhos

Feito pelo Secret Level, que eu não cadastrarei por causa desse nome ridículo, este jogo me despertou curiosidade porque eu imaginava ser uma boa versão eletrônica do cardgame mais famoso do mundo, mas quando eu vi as exigências de placa gráfica (geforce 2 ou qualquer outra que tenha lighting por hardware), eu percebi que estava entrando numa fria.

De qualquer modo, comecei a jogar para experimentar e percebi que era um jogo de duelo em tempo real, chupado de uma versão feita para os fliperamas em 1997 chamada Magic The Gathering: Armageddon. Parece que essa é a terceira tentativa imbecil de jogo em tempo real baseado no Magic. A primeira foi um jogo de estratégia em tempo real que será cadastrado um dia, quando eu tiver saco, porque esse jogo me causou sérios traumas financeiros.

Bem, falando agora mais desta porcaria, o jogador controla um duelista (qual é a tradução de DUELIST?), que tem que montar um talismã com cinco pedras mágicas correspondentes às cores do Magic. Para isso, ele tem que sentar a porrada em todos os duelistas inimigos, cagando criaturas em cima deles. Este é o modo Quest, que é dividido em seis capítulos, sendo que em quase todos os capítulos, só é permitido jogar com uma cor, ganhando uma mágica nova por oponente derrotado até o duelista ter o domínio completo sobre a cor, pegando a pedra correspondente e montando seu talismã. No capítulo final, o talismã estará montado e o jogador pode personalizar seu Spell Book com até duas cores diferentes. Outros modos de jogo são duelo direto contra o computador ou contra um amiguinho, podendo usar os Spell Books adquiridos no modo Quest.

- Ahá! Mas é em tempo real! - Como na versão do arcade, o jogo é uma simplificação chata e punhetosa com o duelo numa arena dividida ao meio, com cada duelista no seu campo. bolinhas grandes vão aparecendo nos campos dos jogadores, que aumentam o teu mana máximo (como se fossem os terrenos). O grimório (Spell Book) é limitado em 10 mágicas que são escolhidas por meio de uma interface terrível de seis botões. Os tipos de mágicas são criaturas, feitiços e encantamentos. Ao fazer uma mágica, o mana é recarregado aos poucos, mas é possível ficar punheteando o botão de cancelamento de magia para recuperar o mana de forma mais rápida. É muito fácil se perder na interface e fazer a mágica errada ou ficar perdendo tempo para lembrar em qual "página" que estava a mágica desejada enquanto o computador fica te cagando criatura na cabeça.

O jogador ainda possui um botão que ativa o Mana Shield, reduzindo pela metade o dano recebido, e outro botão que faz um ataque esquisito com timing aleatório de propósito, para matar ou causar dano em algumas criaturas. Tem que ser ninja (e ter sorte) para não errar as porradas. Os Elfos de Llanowar e cada criatura ao morrer, largam Mana Shards, uns cristaizinhos que aceleram a recuperação de mana. É possível invadir o campo do inimigo para roubar os manas dele, com as penalidades de levar dano aos poucos e não poder fazer mágicas, ataques, nem ativar o Mana Shield.

Jogar isto até vencer foi uma das piores experiências de perda de tempo que eu já vivenciei. É que eu sou meio tarado por jogos podres, como Deep Forest, Sorcery, Happy Fret e Mon Mon Monster. Achei que isso só ocorria no MSX, mas acabo de perceber que minha doença se estende a todos os consoles possíveis.

Palavras finais: é um jogo bonitinho, mas sacaneado, com gráficos e sons tão exagerados, que às vezes não se entende nada nessa perspectiva bizarra 3D, principalmente quando o jogador está fugindo das criaturas perseguidoras, durante a punheteação para recarregar mana. Daí o cara segura o Mana Shield para reduzir o ataque iminente, mas a criatura ainda não está perto do duelista, ocorrendo o desperdício de mana. Contém vários elementos distorcidos do jogo de cards e muita, mas muita magia inútil (ok, o cardgame também é assim). A jogabilidade é irritante, de tão podre e algumas batalhas são tão filhasdaputa de desvantajosas que o cara tem que jogar várias vezes até decorar o tempo de todas as magias necessárias para poder vencer o computador. Se bobear um segundo para usar o Counterspell, o oponente consegue fazer a mágica que vai te comer o cu que nem no execrável filme Irreversível.

Quem tiver coragem de jogar essa porqueira, vai perceber que tem algumas coisas faltando. É claro que lançaram às pressas esse jogo! É claro que vai rolar uma expansão para tapar os buracos e colocar mais umas magiazinhas idiotas. Assim é fácil de fazer jogo. Hoje em dia é só contratar meia dúzia de designers a preço de banana e atolar de propaganda que sempre vai ter quem compre essas bicheiras 3D. Mesmo que a Atari liberasse esse jogo e que eu tivesse espaço infinito no servidor, eu nunca colocaria essa merda para downloadear. Não devia ter dito isso... BANIDO!


Choc choc choc!


ok, a Secret Level acabou de ser cadastrada porque apareceu naquela bosta de Golden Axe pra Playstation 3