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15101 joguetes

se estiveres te sentindo um merda

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  • Windows
  • 2004
  • 3 CDs
  • 1 Internet Rede local
  • um magrão sentado num banquinho

  • a espingardinha

  • dsparando nuns demonhos

  • Selo "oficial" de qualidade Professor Beda Marques

  • Bônus - Peitos da Fernanda incluidos na caixa

  • a caixa devidamente roubada do moby games

Como TODO MUNDO sabe, este é um dos jogos mais esperados do ano e também é dos mais superestimados. Nunca rolou tanta propaganda antes de um lançamento, dizendo que ia revolucionar os jogos 3D e ia precisar de uma máquina do caralho e não sei o que mais. A única verdade é que precisa de uma máquina do caralho.

Doom 3 é um jogo legal, jogável, mas não é nenhuma obra de arte e não revoluciona nada e ainda é pior que o 1.


* O que tem de ruim, pra começar:


É pesado demais pra fazer coisa de menos. Os desenhos são bons, o cenário e os magrões 3D são legais e detalhados, mas tem jogo com visual bem melhor e que exige menos máquina. Não parece ser o PROGRAMA mais otimizado do mundo, meio que deve ter umas partes feitas em cima do engine do Quake3 e talvez role uma certa vontade de OBRIGAR O NEGO A FAZER UM UPGRADE, se é que vocês me entendem. Até aí tudo bem, nada contra tentar obrigar alguém a comprar mais memória e mais placa de vídeo. Claro que é meio IMBECIL lançar um jogo pra máquinas que não existem ainda, porque quando elas existirem provavelmente já vai ter coisa muito melhor, mas acontece que os gráficos não são merecedores de INVESTIMENTO em mais hardware. Os cenários e monstros são só competentes e o principal defeito, na opinião deste fodanchador de jogos, é que a maior parte do cenário não aparece. Eles meio que quiseram fazer um jogo SOMBRIO, gente boa. Fica quase tudo escuro, pras bichinhas se cagarem de medinho de que tenha algum monstro em algum lugar, sabe como é. Só que é 90% do cenário escuro. Mas escuro mesmo, tudo preto, tu não vê porra nenhuma. Tu até te perde no meio do escuro sem conseguir ENTENDER pra que lado tá andando. Como se não bastasse, liguei TODOS EFEITOS ESPECIAIS FANTÁSTICOS que as opções avançadas prometiam no menu e não vi nada agradável: a luz não faz sombra onde devia fazer, as texturas metálicas de algumas partes do cenário brilham no escuro mesmo sem fonte de luz, isso entre outras patifarias. Acho que jogos como Silent Hill 2, Morrowind e até mesmo Vice City tem cenário MELHOR exigindo menos máquina. Pelo menos neles tu enxerga as paredes de vez em quando, no Doom 3 faltou luz geral. Blecaute. Apagão. Por falar nisso, saiba como lucrar com o apagão, consulte a página do Professor Beda Marques: http://bedamarq.sites.uol.com.br , o editor da "melhor" e "mais" legal de "todas" as revistas de eletrônica do "país", idealizador de "centenas" de milhares de projetos "diferentes" com LEDs piscantes.


Ok, o cenário é 90% tela preta durante todo o jogo e tu tem uma lanterninha que ilumina uns 5% da tela. (Fodex é uma fase que eles resolvem te tirar a lanterna pra te mostrar como a EXPERIÊNCIA DOOM 3 de andar sem ver é legal e gratificante). Com a lanterna tu ACHA os monstros e os itens. MAS EIS QUE pra disparar tuas armas, tens que deixar de lado a lanterninha, porque o DOOM Guy é incapaz de segurar as duas coisas ao mesmo tempo. Tem que enfrentar os inimigos no escuro, sempre. Porra. Tens que atirar pelo som. Adivinhar onde eles tão. Decorar a posição de onde vêm os tiros ou onde estavam quando a tua lanterna tava ligada. Que graça tem? Podiam ter incluido umas duas ou três cenas de tiro no escuro pra diversão, ia ser legal. Umas 4 ou 5 ou 6 ou 10 se fossem filhos da puta. 20 se fossem uns projetistas ruins. Mas TODAS cenas de ação no escuro, sem tu ENXERGAR a porra do inimigo NUNCA, ele fica se mexendo a toda velocidade, não tem muita graça e parece mais FALTA DE TESTE e erro de projeto do que estilo. Trocar entre arma e lanterna durante o combate é inviável, enquanto fazes isso os monstros já te dissecaram. Fora os zumbis fracotes que servem só de bônus, a maioria dos inimigos é extremamente rápida e gosta de pular em ti ou te fuzilar de metralhadora e a mira deles é PERFEITA.


Outro problema sério é que tu tens que ACIONAR os inimigos. É assim, tu anda pelo cenário vazio e quando chega numa posição determinada do mapa, ativa os inimigos que antes não existiam. Daí eles se teleportam do nada, geralmente pra trás de ti ou pra tua cara. Tá, fazer os monstros pularem em ti 2 ou 3 vezes é legal, vai assustar um ou outro otário com o barulho, mas isso acontece com TODOS inimigos, à exaustão. Aí tu tem que DECORAR os pontos de onde vão pular os inimigos e o jogo vai se resumir a entrar numa sala, sofrer um ataque devastador vindo do nada, carregar o jogo, entrar de novo na sala já sabendo de onde vem o ataque, acionar a arma, ficar virado pra onde o monstro vai aparecer, matar ele quando ele for ativado e prosseguir pra próxima sala.

Essa fodancha desgraçada com a jogabilidade é a maior decepção para os que gostaram do Doom original, onde tu via os monstros e rolava até uma certa estratégia durante o combate. Se tivesse um monte de monstro lá na frente, ias jogar um foguete ou passar correndo pelo meio deles, mas no Doom 3 nem adianta. Tu pode SABER que tem uma sala com uns monstros ali adiante e tentar jogar uma granada dentro pra explodir eles, só que não vai adiantar nada, porque os monstros ainda não existem, as criaturas só são ativadas quando tás no meio delas. Outra coisa que acontece à exaustão é tu pegar um item bom, como armadura ou arma, e as luzes se apagarem, vir uma risadinha do nada e surgirem 4 monstros aleatórios pra te matar no escuro. Repetem isso umas 100 vezes por fase. A jogabilidade em nada lembra a ARTE do Doom original, é muito inferior.


Para INTRODUZIR conteúdo e tentar tornar o que deveria ser um bom arcade em uma veadagem INTELIGENTE, resolveram espalhar um milhão de objetos com textinhos imbecis pra tu ficar lendo e mais uns vídeos podres.


Como se não bastasse ACHINCALHAR com os CONTROLE, a carnificina diminuiu. Os corpos de TODOS inimigos somem instantaneamente quando eles tomam chumbo, numa atitude bem NOVA ORDEM mundial, como me foi salientado pelo meu amigo JAMBO CETA, profundo estudioso de New Age. O jogo não te permite construir um muro de cadáver que nem o original e apesar de RARAMENTE rolar uns magrões pendurados nas paredes com a barriga aberta, nem se compara ao show trash que rolava no Doom 1. Tu via os inimigos se desmanchando, porra. Fora os EMPALAMENTOS. Agora eles só DESAPARECEM na hora.


As armas são fracas pra caralho. O que é essa espingardinha de merda? Parece brinquedo de plástico. Muito mal feita. A antiga era DE VERDADE. Rolam praticamente as mesmas armas do Doom original, mas sem a sensação de PORRADA que elas transmitiam ao disparar.


Tiraram as músicas de churrascaria. Isso é imperdoável. :(

E a FOTINHA 3x4 que ficava embaixo da tela também sumiu. Não sei se posso suportar.

Reduziram os itens. Só tem armaduras e balas e medkit e um ou dois bagulhos de invencibilidade.


O ambiente. O mundo é fudido pra caralho. É quase tudo estático. Tu não derruba nem as caixas, no máximo empurra uns barris. Nem as cápsulas das balas ficam no chão. Quer dizer, não tem cápsulas de bala. Porra, nem os inimigos mortos. Max Payne mostra como se faz.


* Agora vamos ver o que tem de bom:


O som é legal. Dos cenários e dos inimigos, mas os tiros são chinelos. Uns estalinhos.


A história é boa, também. É um remake do Doom 1 e incluiram até um antagonista pro Magrão do Doom, que é o nome ORIGINAL do bonecro que tu controla.


O cenário é bom e detalhado, apesar de quase não aparecer, e os caminhos nas fases são muito bem projetados, apesar de mais lineares que nos jogos velhos. É muito maior que a maioria dos jogos de tiro atuais, demora bastante pra chegar no final e tem vários mestres e inimigos diferentes, muitos reamakes melhorados dos inimigos originais e uns novos copiados do The Thing.


Concluirei dizendo que se o cara não jogou o Doom 1 na época, talvez ache este jogo melhor do que ele é. Está ficando comprovado que os gráficos e o som evoluem, a apresentação evolui, o espaço que os jogos ocupam é maior, as máquinas que exigem são mais poderosas, mas a jogabilidade piora. GOSTARAM, SUAS FELA DA PUTA DE MERDA? ESTAMOS NA TRANSIÇÃO DAQUELES HORRÍVEIS JOGOS SANGRENTOS PARA A ARTE, agora não é mais arcade DIVERTIDO, é só VER FILMINHO! Porra, Doom era 3 disquetes, meu. Colocava no computador, numa merda de um 486, e já saia se DIVERTINDO dando tiro pra tudo que era lado, ainda mais que a parte 1 vinha de grátis como shareware. Se tivessem feito EM CIMA do 1 só com gráficos melhores já tava bom, mas rolou COISINHA.

Vai ganhar meio polegar estendido, apenas. Só porque é DOOM. Deixa-me a sensação de que podiam ter feito algo bom mesmo aqui. Mas se PERDERAM, se é que vocês me entendem. Satã não cumpriu com seu pacto com a ID software, no qual PROPUNHA transformar o jogo num sucesso se enchessem ele de SÍMBOLOS DEMONÍACOS. Quem mandou fazer pacto com o demo, seus otário? Agora o crambulhão vai rir por ultimo. Posso até IMAGINAR a cena, os irmãos Carmack chegando em casa, o TINHOSO lá sentado com um jebalhão desse tamanho, de dar inveja ao John Holmes, só dando-lhe acá pra eles, num MONÓLOGO projetado pelo Garth Pennis:

"Vim cobrar minha PARTE na barganha: agora vocês vão guinchar que nem porquinho! Work the shaft! Work the shaft! Now SAY THE NAME! SAY THE NAME!"


Update: Acabo de jogar DOOM 1 pra ver se era bom mesmo. Porra, mas que BAGULHO bem divertido, tchê. É só iniciar e já sair metendo chumbo nos monstros, não tem que FICAR MEIA HORA mazanzeando por uma base chinela e vendo FILMINHO até aparecer os inimigos.


Vejam como as coisas mudaram:

John Carmack disapproved of the detailed plot, instead conceiving Doom as a simple, action-oriented game, making the remark "Story in a game is like story in a porn movie. It's expected to be there, but it's not that important." This creative conflict, and others agreeing that Hall's levels emphasized realism at the cost of making the gameplay entertaining, finally ended with Hall being forced to resign in the summer of 1993.


É, no passado despediram o cara porque ele queria fazer isso que acabou virando o Doom 3. E tinham razão. Belo erro querer fazer filme em vez de jogo, mas cada vez mais cometido: aquele início que tu fica zanzando pela base sem fazer nada é um saco e é o que mais irritou muitos jogadores. Pena que não ouviram o velho Carmack e partiram pra ação de verdade. :( Despeço-me com tristeza e, decepcionado, vou lá jogar Doom 1 por 5 minutos. Não posso jogar mais de 5 minutos que dá vontade de vomitar, tenho motion sickness. Meu célebro meio que pensa que eu tô girando e tenta fazer eu me adaptar. Coisas piores acontecem quando eu como sushi, acreditem. Mas assim, se me pagarem, eu até como de novo.