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Wheel of Time

Esta é uma série de livros de fantasia muito especial. É um dos casos mais grotescos e bizarros de encheção de linguiça e chatice jamais criados. Se você acha a série completa do Demolidor do Brian Bendis chata, saiba que é a coisa mais divertida do mundo perto de Wheel of Time. A série dos tronos do George Martin se desenvolve na velocidade do The Flash perto desta obra-prima escrita pelo TALENTOSO Robert Jordan, um ex-marine que lutou no vietnã, deixou o barbão crescer e colecionava armas e que tinha em seu currículo, antes de partir na empreitada, apenas histórias vagabundas do Conan que fariam o Robert Howard cometer suícidio.

The Wheel of Time começou a ser publicada em 1990 e o autor morreu de amiloidose cardíaca em 2007, quando estava no décimo primeiro volume da série. Quando sentiu que podia morrer, ele deixou o final pronto e umas notas com a viúva, que por sua vez era a editora dele (e que não editava nada, porque cada livro tem em torno de 1000 páginas repletas de redundancias e encheção de saco e enrolação) e contrataram o Brandon Sanderson, um nerd jogador de Magic que já fazia certo sucesso escrevendo suas mega-trilogias de 10.000 páginas (legal que essas séries de fantasia são sempre de trilogia pra cima) para completar a obra.

O primeiro volume, intutulado The Eye of the World (por algum motivo todos os títulos dos livros são completamente sem imaginação e retardados), era nada mais nada menos que um clone da história do senhor dos anéis, mas com um terço da graça, com orcs genéricos chamados de trollocs e, entre várias outras bronhas, a série conta, é claro, com sua própria versão do Sauron, dos nazgul, etc, etc. Para coroar bem, todas as lendas do mundo do Robert Jordan são clonadas de lendas que já existem, só que ele troca umas letras e finge que é original e os fãs vão a loucura. Por exemplo, em vez de Rei Arthur, no mundo do wheel of time tem o lendário Artur (sem h) Paendrag e assim por diante. Os lugares do mundo também são baseados na realidade e mal e porcamente disfarçados, tipo o máximo de esforço de imaginação dele é o equivalente a trocar Sahara por Shara e pegar os Mounts of Doom do Tolkien e colocar um h: Mountains of Dhoom (sério mesmo, tem isso). A picaretagem geraria risadas e desprezo num mundo normal, mas no nosso universo fez sucesso absoluto.

Este primeiro volume, aliás, tem 782 páginas, em torno de 300.000 palavras, e daí por diante a enrolação foi se tornando cada vez maior, ao ponto de no volume 4 já termos 900 páginas e 400.000 palavras.

Confira a ilustração deste termo para ver lado a lado os livros da série. Empilhando todos deve dar mais de um metro de prazer. Depois é só sentar em cima.

Normalmente nas mais de 700 páginas de cada volume acontece alguma coisa em 10 delas, o resto é tudo enrolação que consiste nos personagens principais se separando e viajando por caminhos diferentes em que nada acontece para se encontrarem de novo daqui a alguns volumes. Os principais conflitos da série consistem em um personagem SE ESQUECER de dizer algo básico para outro, gerando assim incontáveis problemas que levam anos para ser resolvidos e que poderiam ter sido resolvidos com uma simples frase, por exemplo: o personagem 1 some do grupo e vai pra outro lugar. O grupo se divide em três grupos menores para procurar o personagem 1 por três zonas diferentes, e milhões de páginas depois encontra o personagem 1 e descobre que ele só tinha decidido ir até um lugar tal para dar uma cagada e ia voltar depois. Se o personagem 1 tivesse avisado que ia ir até lá dar uma cagada, evitaria a busca enrolona dos três grupos e poderiamos prosseguir com a história, mas desse jetio geramos um interludio DIVERTIDISSIMO de 2000 páginas onde nada acontece.

Essas partes que nada acontece são repletas de descrições de comida e roupas e no mínimo 15 vezes por capítulo o autor descreve como a personagem feminina tal passou a mão no cabelo ou alisou sua saia. Os lugares comuns principais dos mundos de RPG medieval estão todos aqui: absolutamente todos taverneiros são gordos e estão sempre esfregando um copo, etc. Outra rotina básica de wheel of time são as discussões entre homens e mulheres para ver quem é melhor e que são sempre iguais.

A cara de pau é tamanha que quando nosso considerado Brandon Sanderson foi escrever o volume final, como ainda tinha MUITA COISA PRA ACONTECER (sabe como é, os doze volumes anteriores não tinham sido suficientes pra contar a história), resolveram dividir esse livro em mais três. Veja o termo Brandon Sanderson, aliás para ver o que aconteceu com ele depois de escrever wheel of time.

Entre as principais trolladas do autor Robert Jordan temos:

- um volume que repete exatamente a mesma história do volume anterior só que contada do ponto de vista de outro personagem, ou seja, 800 páginas em que acontece a mesma coisa que nas 800 páginas anteriores.

- quando os fãs retardados do homem estavam loucos pra saber como a história terminava, em vez de escrever o final, ele decidiu por bem escrever um prequel que se passa antes da história começar e lançar antes do próximo capítulo. Mas tudo bem, é um prequel pequeno com apenas 300 páginas.

- e a trollada clássica, ele morreu antes de terminar a história, que levou 22 anos para ser concluida.

O mais legal é que da mesma forma que escritores com Brian Bendis e Kevin J Anderson, a obra mestra de Robert Jordan, Wheel of Time, tem centenas de milhares de fãs e seguidores no mundo, inclusive no Brasil, que amam de paixão a história e que se sentiram orfãos quando a série acabou e adorariam que Jordan estivesse vivo para contar novas aventuras neste mundo maravilhoso.

Não acredita em mim? Então vá no forum brasileiro: http://wotbrasil.forumeiros.com/

mantido pela nossa querida Cassy do blog https://dragonmountbooks.wordpress.com/

Sério, não estou de sacanagem aqui, gosto mesmo desse blog e sempre leio os reviews dela e sigo as dicas.

Wheel of Time é a pior série jamais escrita no universo, li tudo para obter prazer da mesma forma que li o Demolidor e Alias do Bendis e que vi o Senhor dos Aneis Extendido inteiro no mesmo dia. Nem assistir o remake inteiro de V a Batalha Final ou aquela série horrível American Horror Story foi tão maravilhoso. É uma experiência única. Acho que no universo inteiro apenas Terry Goodkind e Piers Anthony se equiparam em nível de obscena ruindade, cópia descarada de tudo que existe e enrolação sem fim. Já li muita merda e já vi muita merda, mas Wheel of Time é a obra máxima, recomendo firmemente para todos os amigos do bau de jogos. O entorpecente mental máximo.

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