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Jovem gasta R$ 300 na confecção de cauda para 'viver como sereia' no DF.

Adolescente faz quatro horas de atividades físicas na água toda semana.

Ela tem 16 anos e planeja curso para controlar respiração debaixo d'água.

Raquel Morais do G1 DF:

A brasiliense Lina Oliveira, de 16 anos, que confeccionou cauda e adotou estilo de vida de sereias (Foto: Alexandre Bastos/Arquivo pessoal)

A estudante Lina Oliveira, que confeccionou cauda e adotou estilo de vida de sereias (Foto: Alexandre Bastos/G1)

Sereísmo não é nada mais que amar as sereias e trazê-las como parte de sua vida. Sereísmo é amar tudo o que a natureza nos dá, é amar o mar, lagos, rios, amar os animais. Sereísmo é proteger os animais e proteger e preservar a natureza. Não é moda nem hobbie, é estado de espírito"

Lina Oliveira,

garota que adotou estilo de vida das sereias

Fascinada por desenhos animados e filmes que narram trajetórias de sereias, a brasiliense Lina Oliveira investiu R$ 300 na confecção de uma cauda e decidiu aderir ao "estilo de vida" dos seres lendários. A rotina inclui quatro horas de atividades físicas na piscina toda semana e uma busca constante por preservação do meio ambiente. A adolescente, que tem 16 anos, pretende ainda fazer um curso para aprender a ficar sem respirar debaixo d'água por mais de dois minutos.

"Eu gosto de sereias desde que me entendo por gente. Sempre tive uma fascinação incrível pela água. As sereias são a aproximação do ser humano com a natureza, um modo de honrar tudo o que ela traz de bom. A primeira vez que eu vi a imagem de uma sereia na minha vida foi nos desenhos animados. Como, por exemplo, a Ariel de "A Pequena Sereia" e Miranda, que foram as que mais me impressionaram e me deixaram fascinadas pelas sereias. Daí, com o passar do tempo, fui conhecendo filmes e séries de meninas sereias", explica.

Lina lembra que decidiu no ano passado buscar mais sobre o assunto na internet e então descobriu o sereísmo – estilo de vida que tem diversos adeptos pelo mundo. Entre as referências brasileiras estão Mirella Ferraz, que já se apresentou no aquário de São Paulo; Selene, na Bahia; Dharana Marun, no Rio de Janeiro; e Kunoichi, também no Rio de Janeiro.

"Sereísmo não é nada mais que amar as sereias e trazê-las como parte de sua vida. Sereísmo é amar tudo o que a natureza nos dá, é amar o mar, lagos, rios, amar os animais. Sereísmo é proteger os animais e proteger e preservar a natureza. Não é moda nem hobbie, é estado de espírito", diz.

Para aderir ao estilo, segundo a adolescente, não é necessário seguir regras nem doutrinas específicas. Não há nem mesmo determinações com relação à alimentação. Mas, por escolha pessoal, Lina conta que decidiu acostumar o corpo a parar de comer carne.

Outra decisão da jovem foi manter os cabelos longos e ao natural. Mesmo mantendo uma rotina que classifica como a de qualquer outra pessoa, entre escola e estágio em uma academia, a menina conta sofrer preconceito desde que optou por viver como os seres lendários.

"As pessoas em minha volta não reagiram bem, de uma certa forma, por falta de conhecimento. [...] Os comentários foram 'coisa de criança', 'ela não tem o que fazer, não?'. São muitos, mas eu nem me importo com isso", disse. "Tenho o apoio da minha família e dos meus amigos, que me incentivam a continuar."

A adolescente Lina Oliveira, de 16 anos, que confeccionou cauda e adotou estilo de vida de sereias no Distrito Federal (Foto: Alexandre Bastos/G1)

A adolescente Lina Oliveira, de 16 anos, que confeccionou cauda e adotou estilo de vida de sereias no Distrito Federal (Foto: Alexandre Bastos/G1)

A garota declarou que já planeja confeccionar uma nova cauda. A atual foi feita com tecido de lycra que se assemelha com escamas de peixe e pé de pato. Ela também utilizou cartolinas, como base para o molde do corpo.

Entre os próximos planos de Lina, que incluem investir R$ 690 no curso para conseguir ficar sem respirar debaixo d'água, estão começar a se apresentar como sereia profissional. A jovem, que mora em Ceilândia, diz aguardar convites.

"O sereísmo me tornou uma mais atenciosa com a natureza, mais feliz com tudo em volta e [me ensinou a] amar esse mundo mágico que é o das sereias", concluiu.

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Claro que a Raquel Morais, que escreveu esta matéria, quis sacanear a coitada da sereia com essa história de 300 reais. 300 reais não é muito caro pra um rabo de sereia, é o preço de uma calça do bolsa família e tu ainda pode botar debaixo da água Tá na cara que ela quis sacanear e não conseguiu, teve que falar do dinheiro, em vez de dizer de uma vez que acha o sereismo um hobby imbecil e acha a sereia retardada, que é claramente o que ela quer dizer com essa história dos 300 reais. Mas o pessoal do baú de jogos admira muito o hábito do sereismo, é um hobby bem mais saudável que o cosplay e ao menos ela não vai ficar obesa mórbida, porque nada todos dias.

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