Pesquisa
avançada
13306 joguetes

Ninja Gaiden Sigma 2


  • Playstation 3
  • 2009
  • Blu-ray (auuu)
  • BLUS30380
  • 2 Internet
  • 3D
  • uma das peitudas

  • ninja e as features do jogo

  • coperacionando com uma das bronhas

  • Leopoldo Rassier declamando o corvo: NUNCA MÁS.

  • adão atrochando ali embaixo

Mais do mesmo, miogs. Os gráficos são exatamente a mesma coisa, as músicas são genéricas pra caralho, os controles são PRACTICAMENTE os mesmos, com algumas arminhas a mais, como não poderia deixar de ser, e em algumas fases podes controlar duas peitudas extras. Como jogos online estão na moda, pra te forçar a entrar pra esses network que provavelmente em breve serão todos pagos ou cheios de propagandas, rola um modinho dois player com uns desafio nada a ver, que podes também jogar com um parceiro controlado por computador. Dois jogador na mesma máquina nem pensar, lógico. Isso acabou. Agora é cada um no seu videogame, cada um com sua cópia do jogo, gastando banda :D Furada o PS3 suportar 8 joysticks. Obviamente nunca será usado.

Ah, e é muito mais fácil que o primeiro ninja Gayden Sigma, porque aquela dificuldade era DEMAIS para a geração atual. Despediram o cara que fez o 1 e deixaram mais fácil. Também removeram todos elementos de arcade adventure. Claro que a ver (HAVER, se estiveres no mIRC) com o original de NES só tem o bonecro principal e a estatueta do DEMONHO (uma homenagem ao nintendinho, gente boa). Porque quero crer que o do NES era hardcore sem save, morria e era tudo de novo. Mas não vou discutir isso, para não me irritar. Sigamos em frente:

Tiraram o sangue da versão americana, voa uns negócios roxos dos demonhos que tu mata. E o que parecem os ninjas inimigos? Isso não é ninja nem na China, terra do Zao Chi.

Completamente dispensável, tem coisa muito melhor.


Auuuuu, mas tem troféus e online :(

E o ENREDO... asdkfodkasfodas. Melhor nem comentar. Pior que o de NES.

O layout das fases então... da metade pro fim fica incrivelmente podre, tudo igual, uns cenário cinza sem imaginação nenhuma e ainda apelam pro clássico de fazer tu enfrentar os mesmos mestres mil vezes. Fora que os mestres finais são uma bobagem. Bah, muito pior mesmo que o original, que já não era grandes coisa.


Neste jogo rola o clássico moderno da sacanagem de fazer os demos jogados pelo computador (aqueles de quando tu deixa a obra PARADA e vê a máquina jogando) com antialias e filtros toras, mas quando vais jogar pára tudo, pra não rolar slowdown. E mesmo assim o bagulho se rende todo quando enche de inimigo na tela. E pra tentar vender um pouco mais, a Tecmo anunciou o negócio com trailers centrados na FEATURE de o sixaxis controlar os movimentos das tetas das personagens. É, os trailer do jogo são baseados nisso, pra tu ver o desespero dos caras.


Outra feature ALUCINANTE é o ninja cinema: podes gravar tuas partidas nos desafios ninja e uploadear pro pessoal assistir. Emocionante, heim? Claro que a gravação slowdownzeia mais ainda a cousa. Mas você não vai nem notar, afinal os consoles next-gen são perfeitos! Não pode falar mal! Isso me lembra do Need For Speed Pro Street. Instalei o bagulho e tava rodando direitinho aqui no meu PC HARDCORE GAYMER, 60 fps com vsync. Aí decidi donaldear o PATCH que acrescenta duas pistas novas e essa obra de arte da programação TRANCA o jogo a meros 30 fps para sempre, mesmo sem vsync. Só porque os console podre se rendem tudo pra fazer mais que isso. Obviamente tive que despatchear e instalar o jogo de novo pra poder jogar direito. Nos foruns de fãs dadores de bunda eles ficam admirando e dizendo "Auuu, mas tu não enxerga 60 frames por segundo mesmo, nem faz diferença". Não faz diferença o cacete, o jogo fica muito mais travado e MENOS FLUIDO, good peoples. Se não fosse assim não teria pra que existir monitor de 60 ou 75 hertz. Vou te contar. Os jogo tão cada vez mais feitos nas coxas e o PESSOAL não se importa mesmo, é proibido falar mal de consoles atuais. Tá tudo dominado, a lavagem cerebral iniciada décadas atrás deu resultado.

Para me acalmar vou deixar aqui parte da tradução do poema The Raven feita por J. Simões Lopes Neto. Sempre fico de colar esta obra de arte no bau de jogos para levar a cultura aos nossos fãs dementes e sedentos por warez, deus de que visitei pela primeira vez o instituto Lopes Neto em Pelotas e vi o manuscrito do original, quando este ainda se localizava no museu da baronesa. Planejava voltar lá e fotografar o texto quando visitasse novamente esta cidade que é um dos maiores pólos exportadores do Brasil, segundo o presidente Lula. Voltei. O único problema é que não tenho camera, então copiei a mão e colo aqui a tradução:


O Corvo, de Edgar Allan Poe

(tradução de João Simões Lopes Neto)


Foi uma vez às doze da matina, solito no galpão,

que me entretia remoendo doutrina velha e tomando chimarrão,

quase dormindo quando ouvi de súbito um ruído

tal qual se houvessem mo batido à porta de mansinho.

"Ala putcha, é alguém que mo bate à porta de mansinho

- isso só e nada más."


Bem me lembro, bem me lembro, relampeava e era dezembro,

um minuano de lascar, ansiando varar a noite,

em vão buscava olvidar saudade atroz de uma chinoca

que tirei do chinaredo, chinoca alemoa que os céus chamam Lenoca

e que nome aqui já não tem mais.


O arfar profundo dos pelegos na parede, sotorno e vago

mo incutia de revesgueio horror vil e pressago.

Fiquei a ensebar, cevando o mate e repetindo para me acalmar:

"É algum vaqueano que mo bate à porta,

algum vaqueano à meia guampa que me vem bater à porta

- isso só e nada más."


Logo minha alma se fez mais guapa e bradei sem hesitação

"Indío velho, vivente, se demorei peço perdão!

é que cabeceva teu patrão e tão vil foi teu batido,

que mal podia ter ouvido alguém chegar a minha porta,

assim de mansinho, em hora tão morta." Num upa abri a porta:

- escuridão e nada más.


A invernada, erma e tranqüila, olhei a fundo,

Remoendo sonhos que ninguém ousou sonhar iguais no mundo.

Só um nome ouvi e foi Lenoca.

E o eco o repetiu também: Lenoca

depois silêncio e nada más.


Azucrinado, com a alma em febre, volvi ao galpão

e de repente recomeça o velhaquear.

"É na janela" - penso então. - "Por que me agitar de aflição?

É na janela, onde agourento o minuano sopra,

é o vento só e nada más."


Abri aqui a vidraça, quando com muito revolteio e negraça

mo entra um urubu, um topetudo corvo dos bons tempos ancestrais.

Não faz nenhum cumprimento, não pára um momento,

mas abichornado e lento pousa sobre um achego,

pousa e nada más.


Então esse bicho escuro faz sorrir minha amargura

com seu jeito tramposo e naquela rígida postura,

e eu digo no momento: "Usted que das noturnas

plagas vens, dize os teus nomes ancestrais.

Charla comigo, ó nobre corvo, dize os teus nomes ancestrais."

E o bagual disse "Nunca mais."


---

Pra não dizer que não falei bem do joguinho, durante a instalação pelo menos fica rolando uma historinha com uns graficozinhos chinelos em que o ninja enfrenta VAMPIROS. É. Pois é. Os roteiristas japoneses estão cada vez melhores. Superaram até a geração AVG bronha. O Kojimão mesmo disse que teve que assumir as rédeas dos merdal gears novos porque sua EQUIPE não tinha não conhecimento do que era a guerra fria e ia começar a botar colegiais peitudas e garotos de cabelo rosa no joguinho se ele não impedisse.


Adeus, amigos. Encerro aqui este review.

Se não gostou, entre em contato comigo através do mail lionelrit@gmail.com enviando sua própria RESENHA (fasdjfasdfs, que palavra de pobraiada, heim?) e publicarei CERTINHO aqui no baú (aqui no baú = lixeira do gmail).