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Monkey Island 2 LeChuck's Revenge Special Edition

Monkey Island 2 Special Edition


  • Windows
  • 2010
  • distribuição online
  • 1
  • grafismos avançados

  • a clássica competição de cuspe que exige observar o ventinho

  • o mapa de navegação gentilmente cedido pelo capitão Dread

  • a ilha inicial, percebam que agora decidiram desenhar direito

  • a interface consertada

  • here, have some lingerie

Agora sim, este remake, além de incentivar o jogador a ingressar nos estudos da Kaballah Superior comentados pelo valoroso Denizard Rivail, conserta os defeitos do special edition do Monkey Island 1, que citei, comentei, avaliei e escralachoquei no review do referido jogo, como pode ser comprovado no magnífico e sem par sítio baú de jogos, onde tudo é belo e maravilhoso como o kung fu shaolin e brilha como a bem polida ponta do órgão genital da super-vilã Doroti, arqui-inimiga da loirissima Velta, criação de mestre do quadrinho nacional, o afamado Emir Ribeiro, que cometeu a ousadia de raspar o bigode em um acesso recente de insanidade. Sim, percebam como minha mente viaja por tópicos aparentemente díspares.

Ou seja, vendo que remakes vendiam, pois Monkey Island tem mais fãs do que as prostitutas obesas mórbidas de um real e noventa e nove centavos têm clientes, fizeram esta esplendorosa versão com toda a pompa a que tem direito a obra máxima do Ron Gilbert, que depois disso passou o resto da vida resmungando num canto escondido da internet, comendo os briocos de suas fãs gordinhas transsexuais e tentando emplacar novos jogos que não fazem o devido sucesso porque o público ainda não está preparado ou alguma outra desculpa do gênero.

Eis que agora a interface ficou padrão: ao clicar num objeto surgem automaticamente ícones de todos os verbos que podem ser aplicados nele para o jogador escolher.

Os gráficos também melhoraram, os desenhos ficaram decentes e consertaram o cabelo dos personagens.

De resto é a mesma coisa.

Quanto ao jogo em si, dividido em quatro partes, a verdade é esta e não outra:

A parte um é muito boa, um adventure com dificuldade decente e certa coerência. A segunda parte, a maior de todas, que ocupa uns 60% do joguete, é, segundo a sabedoria de Leonel, ex-membro rijo do bauru e declarado de Sir Clive Sinclair, apelação total. Os puzzles beiram o esdrúxulo e quase não tem lógica e são tantos e com tantos objetos inúteis e aleatoriedades que o jogador se esquece praticamente de tudo o que tem que fazer e passa a sair interagindo e testando objetos por aí sem maior objetivo. Claro que algumas partes são engraçadas e tudo, claro que os fãs pagaram peitinho (visão do inferno aqueles gordos com as mamas de fora), mas afirmo que numa análise objetiva é tudo inferior ao primeiro jogo. Não irei discutir o ponto, porém. Aliás, se forem me querer mal pelo que acabo de dizer, retiro o que disse e afirmo frugivoramente que Monkey Island 2 é perfeito, o máximo em termos de adventure e até faço ui ui ui enquanto pululo pelo cenário.

A terceira parte, curtissima, é meio que feita nas coxas, e a parte 4 decidiram que estava na hora de acabar o jogo e ainda por cima incluiram o fator treva no projeto. Bom exemplo disso é a parte que tem um saco pendurado num galho de uma árvore, muito alto, e para abrí-lo e recuperar seu conteúdo o jogador deve quebrar uma garrafa no tronco da mesma árvore e usá-la para rasgar o saco. Não há explicação alguma para que o jogador não possa utilizar-se de outros objetos perfuro cortantes constantes em seu inventário, como a pá, e nem para o fato de que a garrafa só pode ser quebrada naquela árvore, que o jogo não reconhece mais nenhuma das milhares que estão na floresta onde o personagem se encontra.

E o pior é a parte final, o confronto com LeChuck, em que o jogador tem poucos segundos para tentar fazer alguma coisa e lutar contra a interface quando o pirata vodu do mal entra na tela, senão ele já engrena um discurso repetitivo que o jogador logo irá decorar de tanto ouvir e teleporta o mesmo para outra tela. Quando o jogador tem sorte e nesta outra tela não surge imediatamente o LeChuck para repetir o diálogo e teleportar para ainda outra, teremos alguns segundos para tentar adivinhar o que fazer ou para procurar pelos objetos espalhados pelo local, centenas deles apenas objetos que não servem para nada.

O final, ao menos, é brilhante, e entrega ao jogador um memorável fistfuck de proporções magistrais.

Entre outras patifarias, o jogo mantém o help do primeiro remake e agora inclui comentários dos programadores originais em determinadas cenas, em que Ron Gilbert resmunga sobre o quanto é um gênio não reconhecido que revolucionou o mercado e foi copiado pela Disney nos Piratas do Caribe. Deveras instrutivo se relevarmos o aspecto melancólico da questão.

Agora vou retornar ao passeio com meus magníficos Camões e Caminha e vou andar pela orla até o centro, onde pretendo checar minha caixa postal para ver se já recebi meus fanzines de luxo dos irmãos Hernandez.