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tu se acha o ardcór das parada?

MSX sprites protagonistas Anime

  • Nintendo - NES
  • 1987
  • Cartucho
  • 1
  • Nesticle
  • arquivo ArgosNoSenshi.zip temporariamente indisponível
  • era pra aparecer isso aí

  • mas aparecia essa NABA aqui

  • Pódi crê, sangue: É NÓIS

  • Eram bem CUZÃO esses caboclo do mal aí

  • só metendo bronca na NATUREZA

  • até mudava a perspectiva às vezes, mas era SÓ

Esse era o nome de um dos jogos mais misteriosos de todos os tempos que adquiri sei lá como pro meu HI TOP GAME, representante corajoso duma discreta empresa que depois se associou com a TEC-TOY chamada MILMAR. Menor que um CADERNO UNIVERSITÁRIO, era mais um destes muitos SIMILARES do famigerado NINTENDINHO que se proliferaram nos anos 90, como o Phantom System e o Dynavision.


Fato é que na época em que os TELEJOGOS ainda se compravam em CARTUCHOS, a preços muito convidativos, e de uma variedade considerável de marcas (pelo menos para usuários NINTENDO), havia o grave problema de muita FACHADA comendo solta na BANDA.


Desta forma, era muito comum adquirir um título cobiçado como o OLIMPIC KONAMI pelo mesmo preço de uma SUPERGAMEPOWER, chegar na baia, encaixar o negócio no sistema, ligar o POWER e constatar, EMPUTECIDO, que o PARAGUAI havia funcionado mais uma vez: era um outro jogo COMPLETAMENTE DIFERENTE que aparecia na tela.


Aconteceu pelo menos umas TRÊS vezes comigo, que eu me lembre. Num desses casos, a tela acusou que agora eu era o feliz proprietário de um jogo chamado RYGAR.


Nunca consegui entender essa porra desse jogo.


O lance era controlar um guerreiro mezzo-medieval-mezzo-apocalíptico vestido de vermelho e TODO RETALHADO, que PULAVA e metia uma BOLEADEIRA IOIÔ DE FOGO encarnada pra cima dos DETRATORES. Os cenários eram TRISTES, afinal de contas estamos falando de gráficos de OITO bits, mas pelo menos faziam aquela CITAÇÃO amiga a uma terra absolutamente SURREAL, cheia de terrenos ROCHOSOS, ÁRVORES, AÇUDES e CAVERNAS habitadas por VELHOS ENORMES meditando em JAPONÊS.


Sim, tinha mais essa: apesar de ser no formato americano (72 pinos), a ROM do jogo era a ORIGINAL do FAMICOM, ou seja - todos os textos, diálogos e menus eram em incompreensível JAPONÊS.


Resultado: sem as pistas fornecidas nestes expedientes AUXILIARES, a seqüência lógica de RYGAR tornava-se tão confusa que até agora, mesmo tendo praticado durante muitos anos e lido dezenas de reviews sobre o jogo na web, ainda não entendi se eu NUNCA PASSEI DA PRIMEIRA FASE ou se passei VÁRIAS e nem percebi de tão BIZARRO que era esse troço.


Entre os inimigos, uns URUBU-CONDORES-SEI-LÁ-QUE-BICHO dos infernos que voavam, HOMENS-TATU-BOLA e alguma outra variação terrestre patética. Eram pouquíssimos e muito previsíveis.


Como desafio extra, apenas SALTOS sobre penhascos risíveis e alguma ESCALADA. Havia ainda o fator - que só se descobriu alguns anos depois - de RYGAR ser um RPG, ou seja: um jogo onde se seguem PISTAS. Na prática, isso significa que só teria a mais REMOTA chance de progredir conscientemente se aprendesse KANJI [coisa que, de fato, tentei, não por este motivo, mas também por conta dele. enfim].


Lembro que tinha uma hora em que o PROTAGONISTA achava um CHIFRE no chão e tinha que escalar uma fantástica árvore de UM MILHÃO DE METROS de altura e entrar na CAVERNA que ficava no topo do soberano VEGETAL.


Uma vez lá dentro o VELHO ENORME que meditava em JAPONÊS LOCAL se ofendia PROFUNDAMENTE ao notar a mera PRESENÇA da CORNUCÓPIA e lançava uma EXPLOSÃO INÓCUA só pra dar um CAGAÇO. A música então ficava mais AGRESSIVA, e era possível perceber o profundo descontentamento do ANCIÃO pela CRATERA que se abria em sua TESTA somada à expressão de horror que tomava sua face.


Além disso, os milhares de pontos de EXCLAMAÇÃO no suposto diálogo deste VELHO ENORME que meditava em JAPONÊS davam uma dica QUENTÍSSIMA sobre o seu estado de espírito.


Divertido até aí.


O problema é que esse era o APOGEU de RYGAR, pelo menos para mim e pro meu irmão. Apesar da INTENSA maratona de tentativas, nada de mais emocionante acontecia-nos e todas as variações que experimentávamos na jornada nos levavam à mesma caverna no topo da árvore.


Passamos perto de uma década perdidos nos quebra-cabeças obscuros proposto por esta intrigante FITA, procurando incessantemente algum maldito CHEFE para enfrentar.


Que fosse de FASE, nem precisava ser o FINAL.


A tarefa nos custou tanto tempo que nem chegamos a concluí-la e, num momento de DISPARATE ABSOLUTO, doamos não só o HI TOP GAME, como uns SEIS PARES de joysticks e um MEIO CENTO de cartuchos para um primo que se mudava para FORTALEZA.


E aí, meu irmão, é como CORVO do EDGARD, meio litro de GIM ou final do CENTRAL DO BRASIL: NUNCA MAIS.